Segunda fase da Unesp foi de nível mediano a fácil

As exceções foram as provas de biologia e física. Enunciado de uma questão estava mal elaborado, dizem professores

Lucien Adedo, especial para o iG São Paulo |

A segunda fase do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) não deve tirar o sono dos estudantes. De acordo com as análises feitas pelos professores do Cursinho da Poli, o nível das questões no primeiro dia de provas ficou entre mediano e fácil. Os alunos responderam neste domingo, 19, a 24 questões, divididas igualmente entre Ciências da Natureza e Matemática e Ciências Humanas.

“No geral, as questões de história podem ser consideradas de nível médio a fácil. A prova era parecida com a do ano passado, ou seja, bem feita e sem nenhuma questão polêmica. Até por serem apenas quatro questões, o conteúdo ficou um pouco restrito. Por exemplo, houve apenas uma pergunta relacionada à história do Brasil”, analisa a professora Kaili Takamori.

A respeito da prova de matemática, o professor Alessandro da Silva Menezes tem as mesmas opiniões de Takamori e acha, inclusive, que o nível deixa a desejar se comparado ao da Unicamp e da Fuvest.

Fáceis, mas bem elaboradas, objetivas e relevantes. É esse o tom geral das avaliações dos professores do Cursinho da Poli sobre as perguntas da segunda fase da Unesp, com exceção de Ian Christani, que questiona o conteúdo cobrado dos alunos na prova de química. Segundo ele, as questões foram mal aproveitadas e, para um processo seletivo, não selecionavam.

“Tudo bem cobrar conceitos básicos, mas nesse caso pedia-se aos alunos certas particularidades que não agregam em nada. Por exemplo, em uma das questões, era preciso desenhar uma cadeira com 18 carbonos. Por que não cinco, sete? O conceito é o mesmo. Isso só serviu para tirar tempo do candidato”, estima Christani. Para ele, todos os alunos que estão bem preparados acertam uma questão dessas, a não ser o distraído. “Desse jeito, numa prova que seleciona aquele que erra menos, todo mundo acerta.”

Exceções

Para os professores do Cursinho da Poli, as provas mais difíceis foram as de biologia e física. “Os alunos tinham que dominar bem o conteúdo. Eventualmente, precisariam ter passado por um cursinho preparatório. Sem contar que para cada pergunta abriam-se dois subitens, ou seja, a prova ficava com praticamente seis questões”, diz Edson Futema sobre a prova de biologia.

No caso de física, Bassam Ferdinian e José Roberto Braz Saião afirmam que a prova não causou nenhuma surpresa. As três questões abordavam conteúdos “clássicos”, como conservação de energia e quantidade de movimento, óptica e eletromagnetismo. No entanto, eles criticam o enunciado da segunda etapa da questão 19. “O aluno precisa achar a velocidade para resolver o problema. O erro, no nosso modo de entender, está em não especificar que essa velocidade deveria ser achada em função do ângulo, o que pode ter levado o aluno ao erro”, explica Ferdinian. Saião completa afirmando que, em vestibulares, é de praxe que esse tipo de ressalva seja feita.

O vestibular termina nesta segunda-feira, 20, dia quando os alunos deverão responder a 12 perguntas de Linguagem e Códigos e escrever uma redação.

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