SBP lança campanha em apoio a projeto que objetiva aumentar vagas em creches

RIO DE JANEIRO - Com objetivo de aumentar o número de vagas nas creches e pré-escolas, que atualmente atendem a apenas 17% das crianças entre zero a três anos de idade no País, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou na última terça-feira a campanha Educação Infantil e Cidadania, em apoio ao Projeto de Lei 698, que tramita no Senado, criando o Programa Nacional de Educação Infantil.

Agência Brasil |

O projeto está sendo conduzido pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) e começou a tramitar nas comissões do Senado, seguindo depois para a Câmara. A iniciativa prevê a expansão da rede de creches e pré-escolas gratuitas para a população de baixa renda, utilizando recursos do FGTS e do Fundo da Educação Básica (Fundeb).

As mulheres precisam trabalhar, mas encontram sempre o mesmo problema: a falta de creches no Brasil. O pequeno acesso da população a esse serviço preocupa. É comprovado que o cérebro da criança se desenvolve até os seis anos e os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento intelectual, físico e emocional, afirmou a senadora.

Para o presidente da SBP, Dioclécio Campos Jr., garantir creche para as crianças pobres é uma medida de justiça social e a garantia de que o País vai obter condições de competitividade futura com outras nações. Segundo ele, a educação formal já começa nos primeiros anos de vida, capacitando a criança para os próximos desafios.

A campanha visa mobilizar a sociedade para discutir a educação infantil, que é uma prioridade da agenda do País. Os seis primeiros anos são insubstituíveis. Ou a criança cresce e se desenvolve adequadamente nesse período, ou perdeu a chance. Depois vai ser muito inferior em relação às possibilidades que teria se tivesse acesso a esse investimento, disse.

Segundo ele, o conceito de creche não pode ser entendido como depósito de crianças, mas um espaço de qualidade para acolher as crianças na faixa de 0 a 6 anos. Na creche, elas terão apoio de saúde e garantia das condições a que têm direito, como estimulação adequada para evoluir em desenvolvimento mental, sensibilidade e participação artística.

O grande objetivo é que elas possam se projetar futuramente como cidadãos plenos, resumiu Campos Jr, para quem esse é um fator que passa a diferenciar os países desenvolvidos dos atrasados. O acesso à pré-escola é total nesses países, que descobriram há muito tempo a prioridade da primeira infância, ao contrário do Brasil, que está muito atrasado em relação à educação infantil, afirmou.

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