Santo André inaugura primeiro pinguinário do ABC

A Sabina Escola Parque do Conhecimento inaugurou, ontem, 31 de março, o primeiro Pinguinário do ABC. O espaço - que foi desenvolvido especialmente para o ensino da ciência - vai utilizar o Pinguim de Magalhães como objeto de pesquisa. O local tem capacidade para abrigar até 28 animais e já conta com a ilustre presença de 13.

Daniela Barbosa |

Além de promover conhecimento, o espaço também servirá de abrigo aos pinguins que chegam no litoral paulista. Para o biólogo responsável pelo Parque Sabina, Robson Lopes, o pinguim é um bicho belo e que chama bastante atenção. Usaremos os animais para discutirmos problemas ambientais, principalmente com foco na poluição marinha.

O pinguinário foi adaptado especialmente para não causar grandes impactos ao animal. Com uma área de 114 m², o local simula o ambiente natural da Patagônia ¿ habitat dos pinguins ¿ e conta com um tanque de água salgada com sistema de filtragem, além da parte seca, que inclui solário, fuga, cambiamento e dois ninhos. Tudo isso foi pensado para preservar a saúde e prolongar a vida do animal, afirma Lopes.

O local servirá de abrigo para os animais que chegam ao litoral paulista (Imagem/ Divulgação)

Segundo dados divulgados pelo Instituto Argonauta, em 2008, aproximadamente 600 pinguins chegaram ao litoral paulista. Carla Barbosa, bióloga responsável pelo aquário de Ubatuba, explica que não existe uma única causa para esse número ser tão elevado. Vários fatores podem contribuir, como variações na corrente marítima, mudanças de temperatura e até mesmo disponibilidade de alimento. Dos 600 animais, apenas 40% deles chegaram com vida à costa e desses 98% estavam com lixo no estômago.

Sobre os Pinguins de Magalhães

Os Pinguins de Magalhães são aves marinhas com o corpo adaptado para viverem na água. Não voam e têm suas asas modificadas em nadadeiras. Eles medem aproximadamente 70cm e pesam cerca de cinco quilos. Apresentam uma plumagem preta no dorso e branca no ventre e pescoço e quando completam um ano, trocam a pelagem.

No período não reprodutivo, eles saem em busca de alimento se aventurando por distâncias mais longas, podendo chegar ao nosso litoral sudeste. É nessa ocasião que eles são encontrados, muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados.

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