Teste contabiliza gastos e investimentos feitos com ensino da pré-escola à faculdade

A educação é um dos principais investimentos das famílias brasileiras. Segundo o economista Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, a classe média chega a gastar até 25% de seu orçamento familiar com o ensino dos filhos. Com base em um estudo feito pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), o iG fez projeções de quanto cada classe social gasta da pré-escola à faculdade com educação.

A pesquisa leva em conta o comportamento das classes sociais brasileiras e seus padrões de gastos com educação dos 6 meses aos 23 anos de idade. Foram considerados dados referentes às mensalidades de escolas particulares, cursos extracurriculares, alimentação escolar, transporte, material didático, livros e revistas. Uma pesquisa de mercado incluiu itens como intercâmbio, cursos de idiomas no exterior e cursinho pré-vestibular.

“A educação é vista pelas classes mais privilegiadas com um dos melhores investimentos”, aponta Adriano Maluf Amui, diretor do Invent e responsável pelo estudo. De acordo com o professor Leite, hoje há consciência da necessidade de ter uma melhor qualificação. “Na medida em que a classe média aumenta de tamanho, famílias que antes mantinham seus filhos no ensino público estão migrando para a rede particular”, destaca. A consequência é um maior comprometimento da renda com o ensino.

Quem estuda na rede pública, não tem gastos diretos com mensalidade escolar – e por isso eles não aparecem no infográfico. Mas o investimento fica por conta do Estado . De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) a soma dos gastos dos governos federal, estadual e municipal em 2009 dá um custo médio por aluno nos ensino médio e fundamental de R$ 2,9 mil por ano. Já no ensino superior, cada matrícula em uma instituição pública custa em média R$ 15,4 mil anuais .

A análise da Invent foi feita em 2008, com base em pesquisas feitas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Para chegar aos números atuais, foi aplicada a inflação dos últimos dois anos – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2009 e 2010 – e usado o valor do dólar de 1º de agosto (R$ 1,56).

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