Rituais de despedida marcam saída do ensino médio

Estudantes se despedem da escola com atividades especiais que incluem café da manhã, uso de fantasias, valsa e plantio de árvores

Marina Morena Costa, iG São Paulo | 10/12/2011 07:01

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Para comemorar o término dos estudos, muitas escolas promovem uma programação especial para os alunos do terceiro ano do ensino médio. Tradicionalmente, na última semana de aula, os estudantes fazem a festa no colégio. Vão fantasiados, desfilam pelos corredores, entram nas salas de aula de outras turmas cantando, e se divertem.

No Colégio Pio XII em São Paulo, a semana de brincadeiras termina com um dia de gala. Os estudantes dançam na quadra do colégio com os colegas e com os pais. “É um momento meio filme americano. As meninas ‘surtam’ com a escolha da roupa”, conta Marcela Marchi, de 17 anos, que acabou de se formar no ensino médio. Para ela, a semana é o momento de visibilidade da turma, e quando os alunos deixam a sua marca.

A semana de despedida do terceiro ano também tem um café da manhã, com eleição do pijama mais legal, e uma atividade especial preparada pelos professores para os alunos. Neste ano, eles fizeram um quiz, para saber quem conhecia melhor a turma, e responderam perguntas sobre namoros, brigas e conquistas dos estudantes. Em anos anteriores, houve “dança dos famosos” e show de talentos.

Professora de Literatura há 37 anos do Pio XII, Olga Bonilha destaca a importância desta despedida como um rito de passagem na vida dos alunos. “É um momento difícil de desligamento. A gente procura que eles levem o melhor da gente e percebam que a gente também fica com o melhor deles”, afirma.

<span>Alunos do 3º ano do ensino médio do colégio Humboldt fazem guerra de tinta na última semana de aula</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Colégio conta com uma grande área verde e separa um espaço com tapumes de madeira para a brincadeira</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>Alunos do Humboldt plantam uma árvore que fica como símbolo da turma. Os estudantes escrevem cartas para serem lidas daqui a 5 anos</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Turma do 3º ano do Augusto Laranja no &quot;dia do pijama&quot;</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>No Augusto Laranja, alunos do 3º ano escolhem o tema da fantasia. No dia do "se nada der certo", foram fantasiados de diferente profissões</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Estudantes do Augusto Laranja fantasiados de hippies</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Alunos fantasiados de &quot;nerds&quot;, no Augusto Laranja</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>No último dia da semana de despedida do 3º ano no colégio Pio XII, alunos dançam na quadra da escola</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Valsa é tradição no Pio XII há 10 anos. Primeira música é dançada somente por alunos, na segunda pais são convidados e na terceira entram os professores</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong>

No Colégio Augusto Laranja, as comemorações do terceiro ano acontecem uma semana antes da última semana de aula, quando os alunos vão para escola fazer as provas finais. “É uma forma de descarregar toda a tensão”, avalia Didi Reis, coordenadora do ensino médio.

Os estudantes escolhem o tema da fantasia de cada dia – nerds, hippies, profissões, personagens, homens vestidos de mulheres – e começam a planejar a semana desde o 2º ano. “Teve um ano que eles queriam vir de cafetão, mas a gente não deixou. Tem que dar uma maneirada com algumas coisas”, lembra Didi.

Felipe Corcioni Santos Oliveira, 17 anos, se forma este ano no Augusto Laranja,e avalia que esta “experiência única” deveria acontecer em todas as escolas. “É um momento que a gente começa a se tocar que a brincadeira está acabando. Depois tem prova, vestibular... É uma semana para relaxar, porque depois vem o pior”, resume.

Reflexão

A semana de comemoração do colégio Humboldt inclui guerra de tinta, dia da fantasia e também um momento de reflexão. Os estudantes escrevem uma carta para eles mesmos lerem daqui a cinco anos. A turma planta uma árvore e anos depois volta ao colégio para ler as mensagens deixadas. “É emocionante ver os ex-alunos reabrirem as cartas, verem se o que esperam se concretizou, ou se os planos mudaram completamente”, conta a coordenadora pedagógica Doroteia Bratz.

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