Secretária adjunta de Educação no Estado disse que obra foi "muito bem avaliada" por coordenadorias regionais

Os livros da coleção "Viver e Aprender", aprovados pelo Ministério da Educação, foram recomendados pelas representantes das 30 coordenadorias regionais de educação do Rio Grande do Sul, em reunião ocorrida em setembro do ano passado, segundo a secretária adjunta da Educação no Estado, Maria Eulália Nascimento.  O iG revelou na semana passada que em um capítulo o livro Por uma Vida Melhor, desta coleção, admite erros de concordância como “nós pega o peixe” na linguagem oral. Em outro trecho, os autores afirmam que os estudantes podem falar “os livro”.

A secretaria não sabe precisar se os cursos de EJA estão utilizando os livros, mas reforça que eles foram "muito bem avaliados" pelos professores.  Mesmo com a troca de governo em janeiro deste ano, a atual Secretaria de Educação mantém a posição de apoiar a utilização do livro, visto apenas como "um ponto de partida" para o aprendizado da norma culta da língua portuguesa.

"O objetivo é ensinar a língua culta. Como chegar lá é uma opção metodológica. Respeitar a língua que as pessoas usam não significa que será ensinado assim. Se formos analisar a lógica da formação da frase 'nós pega o peixe', por exemplo, para o aluno fica muito mais fácil entender", explica a secretária.

"Isso não significa ensinar a falar e escrever desse jeito. Mas partimos daí para fazer uma reflexão. A abordagem da coleção, avaliada pelos professores, se encaixa como uma postura de parte de academia, que defende esse tipo de metodologia como ponto de partida para o aprendizado da língua culta", complementa Maria Eulália.

A secretária adjunta de Educação do RS diz que, na avaliação feita em setembro do ano passado na reunião das CREs, a coleção "Viver e Aprender" foi qualificada como adequada para a Educação de Jovens e Adultos, uma vez que a metodologia de ensino parte da realidade dos alunos.

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