Reunião de astrônomos defende o direito de ver as estrelas

Você sabe quantas estrelas é possível ver a olho nu em um céu na escuridão? São cerca de 2 mil estrelas. Nos arredores das grandes cidades, a poluição luminosa faz esse número cair para 250 e no centro de uma metrópole para apenas 25 estrelas visíveis.

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A iluminação urbana e a poluição do ar são tão grandes que impedem a simples observação do céu sem recursos de binóculos ou telescópios. As partículas que ficam suspensas na atmosfera refletem e difundem a luz das lâmpadas ofuscando o brilho das estrelas.

Esse foi um dos temas debatido por astrônomos durante a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, a IAU, realizada na última semana no Rio de Janeiro.

Um texto elaborado pelo astrônomo australiano Richard Wainscoat pediu em defesa do céu noturno e pelo direito à luz das estrelas". A proposta ressaltou ainda que "um céu noturno não poluído deve ser considerado um direito sociocultural e ambiental fundamental".

Hoje para se ter uma vista privilegiada é preciso viajar 200 quilômetros para regiões longe das cidades grandes ou médias. Quem mora em localidades onde o espaço entre uma cidade e outra não é superior a 300 quilômetros não tem como encontrar um céu escuro, concluiu Wainscoat.

Os astrônomos não defenderam um apagão nos grandes centros urbanos, mas sim o término do desperdício com a iluminação noturna. Atualmente, já existem leis em outros países contra a poluição luminosa. Eles acreditam que no futuro, a necessidade de poupar energia pode resultar em leis em diversas partes do mundo.

Foto: Céu sobre a região de Paranal, no Chile. Um dos locais com o céu mais limpo do mundo e onde se encontram os principais telescópios do hemisfério Sul. Crédito: ESO.


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