Relatório diz que Universidade de Yale mantém 40 mil artefatos de Machu Pichu

LIMA - A Universidade de Yale mantém 40 mil artefatos da famosa cidade inca Machu Picchu, uma autoridade do governo peruano responsável por tentar reaver as peças disse à agência Andina no domingo.

AP |

O governo do Peru e a universidade chegaram a um acordo em setembro para que 4 mil peças fossem devolvidas - incluindo múmias, cerâmicas e ossos - que foram retiradas de um dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo.

A lista de 40 mil aparece em um relatório apresentado por arqueólogos do Instituto de Cultura Nacional do Peru no início do mês depois de um inventário em Yale, afirmou o ministro da saúde Hernan Garrido Lecca.

As autoridades do Instituto e de Yale não foram localizadas para comentar o caso. Não há indicação de que o governo do Peru soubesse desses outros 36 mil artefatos ou detalhes de sua significância histórica.

O Peru exigiu o retorno da coleção em 2006, dizendo que nunca cedeu propriedade quando o estudioso da universidade Hiram Bingham III redescobriu Machu Picchu em 1911. Yale propôs uma divisão da coleção. As negociações ruíram e o País ameaçou processar a universidade.

Pelo acordo feito no ano passado, Yale e o Peru irão co-patrocinar uma exposição viajante das peças descobertas por Bingham e posteriormente um novo museu na cidade andina de Cuzco, a antiga capital inca.

As ruínas pré-colombianas de Machu Picchu, que floresceu em meados do século 15, são a principal atração turística do Peru.

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