Reitoria da USP segue fechada

Mesmo após mandados de reintegração de posse emitidos pela Justiça, prédios seguem bloqueados por funcionários em greve

iG São Paulo |

O prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) segue bloqueado por funcionários em greve, mesmo após a instituição ter conseguido mandados de reintegração de posse na Justiça na última quarta-feira. A universidade afirma esperar que a desobstrução dos locais ocorra “sem a necessidade da implementação dessa medida”, ou seja, sem intervenção policial.

A greve dos funcionários da USP já dura 23 dias. A categoria os funcionários reivindica reajuste de 16% e a incorporação de R$ 200 ao salário-base e rejeita o aumento de 6,57% oferecido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

Segundo a reitoria da USP, as atividades acadêmicas – ensino, pesquisa e extensão – funcionam normalmente em todos os campi de São Paulo e do interior. Os órgãos da reitoria estão funcionando em locais alternativos.

Em resposta a paralisação, a universidade se baseia em liminar concedida pela Justiça, no dia 4 de maio, antes mesmo da greve começar, que estabelece multa de R$ 1 mil ao dia caso os grevistas causem transtornos, como piquetes, bloqueios de acesso, ocupações, em quaisquer dos campi e unidades isoladas da USP.

Unicamp

Na última quarta-feira, funcionários das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) invadiram a reitoria da Unicamp para pedir a reabertura das negociações com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

Segundo Anibal Ribeiro Cavali, diretor do Sindicato dos Funcionários da USP (Sintusp), a ocupação durou cerca de duas horas e não houve confronto com a Polícia Militar.

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