Reitoria da USP e sindicato não chegam a acordo e greve é mantida

Reitoria pede que funcionários voltem ao trabalho antes de atender solicitações. Funcionários não concordam e decidem manter greve

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Nova rodada de negociações termina sem solução para a greve dos funcionários da Universidade de São Paulo (USP). A reunião entre representantes da reitoria e do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), realizada na manhã desta segunda-feira, não foi capaz de agradar os servidores e a greve - e a ocupação da reitoria – continuam.

De acordo com o diretor de base do sindicato, Magno de Carvalho Costa, foi levada para a reunião a proposta de mudança de referência na carreira para todos os funcionários da universidade, o que renderia um aumento de 5% nos salários destes. Foi pedido também o pagamento dos dias parados, descontados de mais de 1600 servidores. Em troca, os funcionários retornariam ao trabalho imediatamente.

A reitoria, em contraproposta, pede a volta dos funcionários ao trabalho e, num prazo de 48 horas, seriam iniciadas as conversações sobre a promoção dos funcionários. O pagamento dos dias parados seria feito em quatro dias úteis após o fim da greve.

Em assembléia, os funcionários decidiram recusar a proposta e manter a greve e a ocupação da reitoria. “Nunca vi uma proposta dessas. A gente volta a trabalhar e só 48 horas depois é que eles vão analisar se aceitam ou não o que pedimos. A assembléia rejeitou por unanimidade”, explica Costa.

Referência na carreira

A mudança de referência seria a promoção de todos os 15 mil servidores da USP. Com a mudança de faixa na carreira, todos receberiam um aumento de 5% no salário.

Esta seria uma forma de resolver individualmente o problema do aumento salarial, sem ter que passar pela aprovação do Conselho dos Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp), que determina sobre a política salarial das três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp).

Greve

Os funcionários da USP, Unesp e Unicamp estão em greve desde o 5 de maio pedindo a isonomia entre os salários deles com o dos professores. Segundo os manifestantes, a equiparação de direitos foi quebrada quando o Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp) concedeu aos professores das instituições um aumento de 6%, além de bonificação de R$ 500, o qual não foi estendido aos demais funcionários das universidades.

A isonomia entre os funcionários das três instituições está prevista pelo conselho, mas, de acordo com o presidente do Cruesp e reitor da Unicamp, Fernando Costa, a equiparação vale apenas entre as universidades e não entre as classes.

Segundo o Cruesp, em 2010, o reajuste salarial para os servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais públicas foi de 6,57% e esse índice situa-se 1,5% acima da inflação medida pelo IPC-Fipe no período de maio de 2009 a abril de 2010 e corresponde ao limite de comprometimento orçamentário das três instituições.

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