Reitores vão definir metas concretas em encontro

Evento internacional reúne 1.057 universidades para discutir a educação superior ibero-americana e uma agenda da região

Marina Morena Costa, enviada a Guadalajara |

Mais de 900 reitores de 1.057 universidades discutirão a partir desta segunda-feira (31), em Guadalajara, no México, formas de criar um espaço ibero-americano de conhecimento socialmente responsável com o desenvolvimento dos países. A comissão organizadora do Segundo Encontro de Reitores Universia afirma que irá criar uma agenda de trabalho com propostas concretas para a criação e o fortalecimento desse espaço acadêmico, de forma que os debates não fiquem apenas na teoria.

Segundo Jose Narro, reitor da Universidade Autônoma do México e presidente do Comitê Internacional do Encontro, para fortalecer as relações entre as universidades dos países é preciso gerar conhecimento de forma integrada que reverta em benefício para as sociedades. “Precisamos fortalecer um espaço de educação ibero-americana”, afirmou em coletiva de imprensa realizada em Guadalajara neste domingo.

“Por enquanto esse espaço ibero-americano ainda é uma utopia”, disse Jaume Pauges, reitor da Universidade Politécnica da Catalunha. De acordo com o reitor, há elementos concretos em andamento, que darão corpo ao especo, como a participação de universidades de grande porte no Encontro, o esforço para difundir uma agenda universitária, e a construção de revista em espanhol e português. “Publicamos a maioria de nossa produção científica em revistas de língua inglesa, mas já lançamos quatro veículos e nesse encontro lançaremos a quinta”, adiantou Pauges.

A abertura do encontro contará com a participação do presidente do México, Felipe Calderón. As 1.057 delegações, compostas por reitores, professores, estudantes e empresários, discutirão o papel da universidade e suas possíveis respostas para as necessidades e demandas da sociedade em plenárias e oficinas na Universidade de Guadalajara, que sedia o evento.

Os temas serão abordados em onze mesas que definirão as tarefas a serem desenvolvidas pelas universidades comprometidas com a sociedade e uma missão educativa, científica e empreendedora. Os participantes debaterão sobre como promover a competitividade tendo em vista os valores sociais, como inovar na docência, trabalhar na profissionalização e no reconhecimento social da pesquisa, fomentar a necessária transferência de tecnologia que promova o desenvolvimento em condições de sustentabilidade.

Encontro envolverá universidades de cinco continentes, entre as quais se encontram instituições líderes na China, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia, que não fazem parte do Universia, mas contribuirão para debater os desafios inerentes aos macroespaços universitários. As universidades são parceiras em outras frentes do Santander Universidades, organizador e patrocinador do evento.

Histórico

O encontro tem o objetivo de dar continuidade ao simpósio organizado também por Universia em maio de 2005 em Sevilha, que contou com a presença dos reis da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do governo espanhol e cerca 400 reitores de 21 países. O evento culminou na denominada Declaração de Sevilha sobre a criação do Espaço Ibero-americano do Conhecimento.

Três razões foram preponderantes para que o Conselho Assessor Internacional do Universia, órgão consultivo da rede universitária, decidisse que o segundo encontro seria realizado no México: a importância do sistema universitário mexicano, o segundo centenário dos processos de independência em toda a América Latina, os primeiros cem anos da fundação da Universidade Nacional do México (Unam).

* A repórter viajou a convite do Santander Universidades

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