Reitor da UFBA fará auditoria do curso de Medicina

SALVADOR - O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Almeida Filho, resolveu convocar a Câmara de Graduação da instituição, formada por 15 professores e três alunos da universidade, para uma auditoria acadêmica na Faculdade de Medicina (Famed). O objetivo é avaliar o ensino prestado aos alunos do curso.

Agência Estado |

Os trabalhos começam na próxima semana e são incentivados pelo mau desempenho da Famed no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), do Ministério da Educação (MEC). A faculdade recebeu conceito 2, em avaliação que vai de 1 a 5.

Segundo a assessoria da UFBA, o principal ponto a ser analisado pela câmara é a possível diminuição de vagas para o curso no vestibular da instituição. Hoje, a Medicina da UFBA reserva vagas para 60 alunos por ano. "Quando assumi a direção da faculdade, em 2004, cheguei a propor a suspensão do vestibular para o curso no ano seguinte", conta o diretor da Famed, José Tavares Neto. "Como não consegui, levantei a possibilidade de diminuir o número de vagas - e o pedido também não foi aceito."

De acordo com Tavares Neto, o Hospital Universitário não tem infra-estrutura suficiente para absorver todos os alunos da instituição, o que prejudica a formação e justificaria a diminuição nas vagas. "Os estudantes acabam procurando a parte prática do curso em outros locais, que não oferecem a estrutura necessária para a aprendizagem e dificultam o acompanhamento, por parte dos professores, do desempenho dos alunos."

Tavares Neto acrescenta que foi convocada uma assembléia de professores e alunos da Famed para segunda-feira e uma reunião de colegiado da instituição na terça-feira, para analisar a situação do curso.

Nos encontros, também será avaliado o pedido de afastamento do coordenador do colegiado da faculdade, Antônio Natalino Manta Dantas, feito pelo reitor. Dantas afirmou que a Famed teve uma avaliação baixa no Enade por problemas de inteligência dos estudantes baianos e pela "contaminação" causada pelo sistema de cotas.

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