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Questão 8 - Português

O homem se caracteriza como um romance naturalista, em que as decisões de caráter moral das personagens resultam de conflitos, porque estão condicionadas simultaneamente a suas condições físicas e psicológicas, ao confronto entre os instintos e a moral. De posse desta informação, demonstre que, no universo da narrativa naturalista, a atitude de Magdá em repudiar o trabalhador que acaba de prestar-lhe um grande auxílio, carregando-a ladeira abaixo, é perfeitamente explicável. http://educacao.ig.com.br/us/2008/12/16/unesp+++texto+base+para+as+questoes+08+a+10+de+portugues+3212468.html target=_blankVeja o texto base utilizado como referência para esta questão

Redação |

A atitude da mocinha em repudiar seu salvador é perfeitamente explicável, pois, enquanto ela estava sendo carregada por ele, sentia um forte impulso, desejo ou instinto de natureza sexual; sentia uma atração física pelo homem que a carregava (Achava-se muito bem no tépido aconchego daquele corpo de homem; toda ela se penetrava do calor vivificante que vinha dele; toda ela aspirava, até pelos poros, a vida forte daquela vigorosa e boa carnadura, criada ao ar livre e cotidianamente enriquecida pelo trabalho braçal e pelo pródigo sol americano.

Aquele calor de carne sã era uma esmola atirada à fome do seu miserável sangue.).Temos, então, no momento em que Magdá está sendo carregada pelo jovem trabalhador, o domínio do puro instinto; também é de extrema importância o fato de que ela se encontrava semiconsciente.

No entanto, após ser colocada no banco de pedra, o domínio do instinto semiconsciente se desfaz (ela já não está mais nos braços do homem) e surge com toda a força o domínio da moral e de todas as convenções sociais. Uma vez plenamente desperta e diante do jovem proletário que a salvara, Magdá passa a exercer a disposição psíquica e o comportamento que se espera dela como classe dominante: isto é, repudiar aquele homem bruto que ousara colocar as mãos nela.

Desse modo, a forte presença do imperativo do instinto, assim como a força do imperativo moral / social, e, principalmente, o conflito entre ambos, que são marcas registradas da narrativa naturalista, explicam muito pertinentemente o comportamento das personagens.

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