Se um estudante emprega, numa dissertação, o verbo ¿ter¿ no sentido de existir, numa frase como ¿Tem muitos alunos na escola¿, é penalizado na correção pelo professor, que recomenda nesse caso o emprego do verbo ¿haver¿. O mesmo professor considerará perfeitamente normal que a personagem feminina da peça de Millôr Fernandes empregue, por duas vezes: ¿Tem gente¿. Justifique por que essas atitudes do professor não são contraditórias. http://educacao.ig.com.br/us/2008/12/16/unesp+++texto+base+para+as+questoes+04+a+07+de+portugues+3212460.html target=_blankVeja o texto base utilizado como referência para esta questão

Quando um estudante emprega, numa dissertação, o verbo ter no sentido de existir, é penalizado pelo professor, que certamente recomendará a ele o uso da norma culta da língua portuguesa e, portanto, o uso do verbo haver em vez do ter. O texto de Millôr, no entanto, faz uso da norma coloquial da língua e, portanto, é lógico que a personagem feminina utilize o verbo ter como impessoal (tem gente), uso este tão recorrente em nossa língua, inclusive já consagrado por alguns gramáticos. Dessa forma, a atitude do professor não é contraditória, pois este prega o uso coerente das normas em relação às situações em que elas estão inseridas: em situação informal, deve-se utilizar a linguagem coloquial; em situação formal (uma dissertação, por exemplo), deve-se utilizar a norma culta da língua.

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