Questão 13

Questão 13 - Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós.Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia ¿ o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica,legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.João do Rio. A alma encantadora das ruas.No texto, observa-se que o narrador sea) equipara ao leitor, por meio de sentimentos diversos como o amor, o ódio e o egoísmo.b) distancia do leitor, porque o amor à rua, assim como o ódio e o egoísmo, é passageiro.c) identifica com o leitor, por meio de um sentimentoperene, que é o amor à rua.d) aproxima do leitor, por meio de sentimentosduradouros como o amor à rua e o ódio à polícia.e) afasta do leitor, porque, ao contrário deste, valoriza ascoisas fúteis.

Redação |

Resposta: C

O posicionamento do autor, altamente subjetivo, revela como clara identificação com o leitor, através do amor que ambos compartilhariam com a rua, sentimento este que é o descrito como eterno e imutável. Tal identificação é muito clara nos três períodos do texto.

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