Próximo encontro de reitores será no Brasil

Evento da rede Universia está programado para 2015. Santander Universidades pretende dobrar investimento no Brasil

Marina Morena Costa, enviada a Guadalajara |

Marina Morena Costa, iG São Paulo
Emilio Botín anunciou evento no Brasil
O presidente da rede de universidades Universia e do Banco Santander, Emilio Botín, anunciou nesta terça-feira que o próximo Encontro Internacional de Reitores Universia será no Brasil, em 2015. A declaração foi dada durante o encerramento do segundo encontro, em Guadalajara, no México, que reuniu mais de mil universidades. A primeira edição do evento aconteceu em Sevilha (Espanha) com a presença de 500 reitores. 

José Antonio Villasante, diretor geral adjunto do banco e da divisão geral global do Santander Universidades, anunciou durante a coletiva de imprensa que os investimentos no Brasil dobrarão até 2015. “Atualmente temos 300 convênios com universidades brasileiras e investimos anualmente R$ 40 milhões. Em cinco anos, seguramente, vamos dobrar esse valor. O Brasil é nossa estrela”, declarou Villasante.

A forma como serão divididos os 600 milhões de euros investidos pelo Santander nos próximos cinco anos em universidades ibero-americanas não foi esclarecida por Botín, nem por Villasante. Os dois adiantaram somente que a maior parte do dinheiro financiará programas de bolsas de estudo e intercâmbio. “A divisão do investimento dependerá da qualidade dos projetos apresentados”, afirmou o diretor geral adjunto do banco.

Botín afirmou que se encontrará com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, para acertar os detalhes do evento no País. A reunião, no entanto, ainda não foi agendada.

Propostas

Após dois dias de debates e reuniões em Guadalajara, os reitores participantes do encontro redigiram uma carta de propostas . Mais programas de intercâmbio, convergência, confiança mútua e internacionalização são os principais pontos da agenda definida por 1.009 universidades ibero-americanas e 44 diretores de países convidados.

Com o horizonte de uma década de implantação e contando com o apoio da sociedade (governos, empresas, organizações), os reitores propuseram: uma ampliação “ambiciosa” do programa de intercâmbio com reconhecimentos dos estudos e dos profissionais; um processo de convergência que reconheça estudos e títulos; um sistema de avaliação da qualidade que garanta mútua confiança entre os países; e um programa para impulsionar as redes universitárias de pesquisa, a formação de professores e doutores e a transferência de conhecimento.

*A repórter viajou a convite da organização do evento

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