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SÃO PAULO - Duas das 14 provas de recuperação que serão aplicadas a 3,6 milhões de alunos da rede estadual de ensino nesta terça-feira teriam vazado na Internet. A denúncia foi feita ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) por professores do interior do Estado.

De acordo com um dos diretores da Apeoesp Roberto Guido, a prova foi entregue às escolas para serem reproduzidas nas próprias cidades onde serão aplicadas e acabaram sendo copiadas até mesmo em copiadoras comerciais.

"A Secretaria de Ensino de São Paulo quis centralizar a produção das provas, mas na hora de distribuir não houve sigilo", diz Guido, que chegou a receber uma cópia das provas de português e matemática por e-mail.

O diretor suspeita que o vazamento seja má fé da secretaria, que teria interesse que os alunos fossem bem na prova para mostrar que seu processo de recuperação foi bem-sucedido.

A secretaria diz que a aplicação da prova será mantida e que a nota dela não é determinante para a aprovação ou não do aluno na recuperação.

As provas, segundo a secretaria, são instrumentos para ajudar o professor na avaliação se o aluno realmente absorveu o que foi ensinado nos 42 dias de aulas que receberam desde o início do ano.

Caso o professor avalie que o aluno não está apto, mesmo que tire nota 10 na prova, não será obrigado a promovê-lo.

Sobre o vazamento das provas, o governo do Estado diz que verificará como ocorreu. De acordo com a secretaria, os únicos funcionários que tinham acesso às provas eram os diretores das escolas, que, por meio de senha, acessariam um site onde estão as avaliações. Eles tinham a orientação para imprimir as provas somente na terça-feira.

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