¿Prova de hoje deveria ter sido ontem e vice-versa¿

Professores do Cursinho da Poli concordam que questões do último dia da Fuvest não eram das mais difíceis

Lucien Adedo, especial para o iG |

A taxa de abstenção do último dia da Fuvest foi de 9,09%. Uma das hipóteses para esse recorde negativo é a de que muitos candidatos, ao se depararem com o alto nível das questões do segundo dia, tenham desistido de concluir o vestibular. Se isso ocorre, os estudantes que assim procederam têm razão para se lamentar. De acordo com a avaliação feita pelos professores do Cursinho da Poli, a prova desta terça-feira estava mais fácil do que o esperado, contrariamente ao que aconteceu na segunda-feira.

José Luiz de Lima, coordenador pedagógico do cursinho, conta que, se na segunda-feira os professores comentavam o alto grau de dificuldade e a interdisciplinaridade entre as questões, dessa vez o assunto dominante foi o inverso: eles esperavam uma prova mais pesada. 

“A prova de geografia não teve surpresas, não teve interdisciplinaridade e nem poemas (alusão à questão do segundo dia que misturava geografia com um poema de João Cabral de Melo Neto). Daquilo que esperávamos, foi exatamente o contrário: paulada no segundo dia, e mais tranquilo hoje (11)”, diz o professor Alexandre Gobbi.

O colega e professor de química Márcio Ferreira de Novaes vai mais longe: “Para quem prestou medicina, por exemplo, a prova de química não fez diferença. Todo mundo foi bem. A prova de hoje deveria ter sido ontem e vice-versa.” 

Eduardo Leão, professor de biologia, também considerou as questões de sua área mais leves do que aquelas do segundo dia da prova. Para ele, a principal causa é a ausência de perguntas interdisciplinares. “As questões de hoje pediam mais conteúdo, porém eram mais leves. No segundo dia, a dificuldade maior estava nas áreas interdisciplinares entre biologia e química.” Seu colega, Edson Yoshio, acredita que o aluno normal “ainda não está acostumado a deglutir questões que misturam duas matérias.” 


Matemática é exceção, mas não complica


Uma das poucas vozes destoantes entre os professores era a de Alessandro Menezes. Segundo ele, a prova de matemática foi objetiva e teve nível médio para fácil. No entanto, mesmo considerando-a mais difícil que a do segundo dia, ele faz uma ressalva: “Foi mais tranquila que as provas dos anos anteriores”.

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