Protestos e clima tenso atrasam abertura da Conferência Nacional de Educação

A Conferência Nacional de Educação (Conae) ¿ evento marcado para discutir os rumos da educação do País nos próximos dez anos ¿ começou em clima tenso e com muito protesto.

Priscilla Borges, iG Brasília |

Mais contundentes que funcionários do próprio Ministério da Educação, que seguravam faixas na entrada do local da cerimônia, professores, servidores e estudantes da Universidade de Brasília (UnB) causaram tumulto e conseguiram falar aos delegados antes do início da cerimônia.

Marcada para as 18h, a cerimônia só começou às 18h50, sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  

O coordenador da Conae, Francisco das Chagas Fernandes, iniciou a cerimônia ressaltando a importância do espaço democrático criado pela Conae para discutir as orientações para a educação do País nos próximos anos. Vivemos um momento histórico e tenho certeza de que continuaremos a construção de novos pactos escolares, diz.

O coordenador da Conae falou sobre os avanços conquistados para o setor, mas enumerou outros desafios que devem ser metas para o Brasil. Ele defendeu mais investimentos para a educação, valorização da carreira dos professores e dos trabalhadores da área de educação e instrumentos que garantam articulação entre os sistemas municipais, estaduais e federal de educação.

"Temos o desafio de fazer com que as diretrizes definidas para o Plano de Desenvolvimento da Educação e do próximo Plano Nacional de Educação sejam um plano de estado e sejam cumpridas por qualquer governo que assuma o País", ressaltou.

Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Juca Ferreira, participam da cerimônia, assim como parlamentares, secretários do MEC e representantes de associações de trabalhadores em educação.

Manifestações

Primeiro, os manifestantes brigaram com seguranças para conseguir entrar no auditório onde ocorreu a abertura do evento. Houve troca de socos, chutes e tapas entre estudantes e seguranças. Depois, cantaram e empunharam faixas falando sobre a greve que acontece na universidade desde a primeira semana de aulas, iniciada no dia 8 de março.

Eles exigem que o Ministério do Planejamento de comprometa a manter o pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP) ¿ mecanismo criado para corrigir os salários durante os períodos de alta inflação ¿ aos servidores. Hoje, o valor referente a essa parcela da remuneração representa 26,05% dos salários.

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