Programa de computador substitui laboratório real em escolas

Laboratório virtual é novidade em feira de educação em São Paulo e permite realizar experiências com menos custo

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

Um laboratório completo, com microscópios, balanças, termômetros, tubos de ensaio, produtos químicos e tecidos, no qual os estudantes fazem experiências de biologia, química e física. A diferença é que tudo é feito virtualmente, no computador com o uso de um software que simula o ambiente de um laboratório escolar.

Reprodução/Divulgação
Laboratório virtual de química: estudantes e professores podem simular experiências
É possível montar soluções químicas, examinar tecidos de animais no microscópio e realizar testes de DNA. “Muitas escolas brasileiras não têm laboratórios ou não conseguem equipá-los e mantê-los adequadamente, porque o custo é muito alto”, destaca Arnaldo Willian Pinto, diretor pedagógico da Pearson Brasil, empresa de soluções tecnológicas e editorias em educação que pré-lançou o produto nesta semana na Educar. A feira de produtos para o mercado de educação está no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, e termina neste sábado.

A empresa recomenda três possibilidades de uso para o laboratório virtual: ser projetado em sala de aula com o comendo do professor, ser instalado em um laboratório de informática para que os alunos conduzam as experiências e ser disponibilizado para que os alunos utilizem em seus computadores em casa.

Como o simulador não dita as regras, é o aluno ou o professor que conduz as experiências, selecionando a quantidade e os ingredientes que quiser usar. Se algo sair errado, a experiência pode pegar fogo ou explodir. “Este software é utilizado por 7 milhões de estudantes nos Estados Unidos. O aluno aprende como se estivesse jogando um game”, avalia Arnaldo.

Os três softwares – laboratórios de química, física e biologia –, com manuais de utilização em português saem por R$ 7,5 mil.

Educação financeira

Na mesma feira também foi lançada a primeira coleção didática de educação financeira, publicada pelo Instituto DSOP. Formada por 15 livros, a coleção foi elaborada para ser trabalhada da educação infantil ao ensino médio. O material começa abordando noções de valor de produtos e termina com informações sobre imposto de renda, bancos, juros e como fugir de endividamentos no cheque especial e no cartão de crédito.

De autoria do terapeuta financeiro e presidente do Instituto DSOP, Reinaldo Domingos, a coleção é lançada no momento que se discute no Congresso um projeto de lei para incluir o tema no currículo escolar e de olho no mercado que se abrirá com as ações da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada por decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2010. Com um enfoque comportamental, o material trabalha em torno de seis eixos temáticos: Família, Diversidade, Sustentabilidade, Empreendedorismo, Autonomia e Cidadania.

“Quando uma escola adota uma coleção, também compra os cursos de capacitação para professores e palestras para os pais, ministrados pelo Instituto DSOP. É preciso envolver toda a comunidade escolar para que a educação financeira dê certo”, afirma Alexandre Damiani, gerente-executivo do Instituto. Segundo Damiani, o principal entrave na educação financeira é a capacitação do professor, que muitas vezes não tem noções de economia doméstica.

O programa de educação financeira do Instituto DSOP é adotado por 41 escolas com 15 mil alunos de diferentes Estados brasileiros. O custo anual por aluno, considerando o material didático e os cursos de capacitação, é de R$ 120. A escola também pode contratar uma consultoria para funcionários e professores, que sai ao custo anual de R$ 250 por profissional.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG