Decisão judicial mandou os docentes voltarem às escolas, mas sindicato se recusa. Governo de Minas vai contratar temporários

Mesmo com uma decisão judicial determinando que os professores da rede pública de Minas Gerais retomem as aulas sob pena de multa, a greve no sistema público de ensino no Estado continua nesta segunda-feira (19). Na última sexta-feira (16), quando foi divulgada decisão judicial pela volta às aulas, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte-MG) já havia anunciado que a greve, há mais de 100 dias, continuaria nesta semana.

Os professores mineiros reivindicam o pagamento do piso nacional, que é de R$ 1.187 para 40 horas semanais. Hoje, o governo argumenta que paga mais do que esse valor. A diferença é que o governo conta como salário benefícios como bônus por tempo de carreira, por exemplo. Os grevistas dizem que bônus não é salário. |

Pela decisão da Justiça Mineira, caso os professores continuem em greve deverão pagar R$ 20 mil de multa no primeiro dia de descumprimento, no caso, hoje. Se persistirem, pagam R$ 30 mil amanhã, e pelos dias seguintes, respectivamente, R$ 40 mil e R$ 50 mil. A multa total é limitada em R$ 600 mil.

Em nota, o SindUte afirmou que, ao contrário do que vem informando o governo em anúncios publicitários, a greve não foi considerada ilegal. O sindicato destaca que a decisão não entra no mérito da legalidade ou não do movimento, apenas determina o retorno às aulas. O SindUte também informa que recorre da decisão judicial e espera, com isso, manter a paralisação dentro dos limites legais.

Nesta segunda, o governo mineiro anunciou a contratação de 14 mil professores para atuar na educação básica, com remuneração inicial de R$ 1.320 para uma jornada de 24 horas por semana. O prazo para inscrições vai de 10 horas do dia 20 de setembro às 14 horas do dia 19 de outubro. O edital com mais detalhes pode ser acessado no www.educacao.mg.gov.br.

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