Professores prodígios

Já se imaginou chegando a uma sala de aula ou mesmo em aulas particulares onde o professor tem quase que a mesma idade ou talvez seja até mais novo do que você? Pois é! Mas nem sempre bastante idade é sinônimo de experiência e conhecimento.

Paula Menezes |

Acordo Ortográfico

É o caso do estudante de Licenciatura dupla em Português e Inglês (Letras) pela PUC-SP Arthur Roberto Domingues Junior, 20 anos, que dá aulas de inglês na Skill desde o começo do ano. Primeiro ano de emprego e também primeiro ano de faculdade, tem uma realidade muito parecida com a de muitos estudantes: começou a trabalhar para pagar a faculdade .

Sou formado em inglês há alguns anos e sempre tive muita facilidade com o idioma. Foquei nesta área de ensino e acabei dando sorte em conseguir o emprego, comenta Domingues Jr. O estudante relata também que a pouca idade lhe trouxe alguns desconcertos, mas nada muito sério. A maioria dos meus alunos são mais velhos do que eu. Então leva certo tempo para conquistar a confiança deles. Mas aparentemente eles estão satisfeitos.

Visando trabalhar como tradutor, explica que faz faculdade de manhã e não possui todo o seu tempo ocupado pelo trabalho, sobrando-lhe um tempo a mais para os estudos em casa e um tempo de lazer . Como não tenho carga horária para cumprir fora as turmas que eu tenho que dar aulas acaba me sobrando um pouco de tempo para estudar. Já o pessoal que trabalha período integral não tem esse tempo.

O contrário já ocorre com o estudante de Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da USP Renato Martins Lobo, 23. Vindo de Fortaleza para fazer a faculdade, está no segundo ano de curso, período integral, e comenta que seu tempo é mais escasso.

Professor particular, conta que dá aulas há 6 anos . Foram quatro anos em Fortaleza e dois agora em São Paulo. Meu atendimento é domiciliar, mas também dou aulas na biblioteca do Centro Cultural São Paulo, conta.

Por fazer um curso de período integral, Martins Lobo explica que seu tempo é bastante puxado e, em alguns momentos, chega a faltar na faculdade para poder trabalhar. Eu fazia curso no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza, o que me deu uma ótima base nas matérias em que dou aula e também me ajuda bastante na faculdade. Diferente de um menino de 18 anos que inicia a faculdade agora. Ele vai ter que estudar mais. Então, quando as provas estão longe, às vezes chego a faltar em alguma aula para dar aula particular. Mas explica que nem todos os dias as aulas na faculdade ocupam o dia inteiro, o que lhe sobra um tempinho a mais para trabalhar.

Martins Lobo relata também que, ao contrário do que ocorre em sua cidade natal, em São Paulo a busca por aulas particulares é maior. São Paulo tem uma cultura que em Fortaleza não tem. Aqui, além das aulas serem mais caras, os alunos procuram por elas nas vésperas das provas . Apesar da idade, ele comenta que o fato de ser novo não influi em suas aulas. Pela minha experiência eu consigo passar a matéria para o aluno. Então é raro um estudante sair da aula sem entender.

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