Professores precisam ser valorizados, mostra pesquisa

Para 41% dos entrevistados pelo Ibope, os próximos governantes precisam melhorar o salários dos professores

Priscilla Borges, iG Brasília |

Os professores precisam ser valorizados, segundo pesquisa Ibope Inteligência, Campanha Todos pela Educação e Fundação SM divulgada nesta quarta-feira. O estudo foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio com 2.002 eleitores com mais de 16 anos de todas as regiões do País.

Para 41% dos entrevistados, os próximos governantes precisam melhorar o salários dos professores. É a principal medida apontada pelos eleitores para o futuro. Na sequência, eles querem equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%), melhorar a segurança nas instituições (28%), construir mais salas de aula (26%) e melhorar a capacitação dos professores, oferecendo formação melhor (26%).

A importância do magistério para os brasileiros é evidenciada também pela avaliação feita dos pontos fortes e fracos da educação nacional. A qualificação dos docentes aparece em terceiro lugar na lista dos aspectos positivos, com 21% das indicações. Por outro lado, o mesmo item foi citado como ponto fraco por 24% das pessoas, em segundo lugar dos negativos. Cada um podia citar até três aspectos.

O salário dos professores é considerado por 46% dos entrevistados como o ponto mais fraco da educação brasileira, junto com a segurança nas escolas (46%). Esses dois problemas foram apontados como principais em todas as regiões e por eleitores de todas as classes sociais. O número de docentes do País também é citado como negativo por 22% dos participantes.

Os pontos mais fortes apontados pela amostra são a merenda (29%), seguida do número de escolas e vagas (25%) e do material didático (25%).

Governo Lula

A pesquisa Ibope mediu o grau de satisfação dos entrevistados com educação durante o governo Lula. A Educação Básica aparece abaixo da média, com 2.8 de grau de satisfação numa escala de 1 a 5, atrás de áreas como política externa (3.4) , economia (3.1), infraestrutura (3.0), educação superior (2.9) e meio ambiente (2.9). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre os entrevistados que têm filhos em escolas públicas (77%), a avaliação segue o mesmo índice. Eles atribuem 3.0 para ensino superior e 2.9 para educação básica. A região Sudeste é a que apresentou as piores médias: 2.6 para ensino superior e 2.5 para educação básica.

Avaliação da educação básica pública no Brasil

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Ibope

A percepção em relação à educação pública no País apresentou melhora, quando comparada à avaliação de 2006. O percentual de entrevistados que a consideram ótima passou de 25% para 34%. A parcela dos que a consideram ruim/péssima diminuiu de 28% para 21% e manteve-se praticamente constante o total dos que a consideram regular (de 45% para 44%).

A região Sul é a que melhor avalia a educação básica brasileira, com 50% de ótima, enquanto a região Sudeste é a que pior avalia com 28% para ruim/péssima.

Em relação à qualidade da Educação Básica pública no País, 51% dos entrevistados apontam que esta área está melhorando, porém, em ritmo lento. Na região Norte/Centro Oeste esta parcela é de 70%.

Metas

Um dos objetivos da pesquisa era conhecer o perfil dos eleitores brasileiros e saber quais as expectativas deles em relação à educação básica, ressalta a diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz. “Nosso trabalho é influenciar nas decisões políticas e propor soluções para a educação. Para isso, é fundamental conhecermos as expectativas da sociedade”, diz.

A Campanha Todos pela Educação pediu que os entrevistados avaliassem as cinco metas definidas para melhorar a educação do País até 2022: toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos; todo aluno com aprendizado adequado à sua série; todo jovem com o ensino médio concluído até os 19 anos e investimento em educação ampliado e bem gerido.

A pesquisa pediu aos participantes que avaliassem o grau de dificuldade que percebiam no alcance das metas. A maioria considerou que todas as metas são igualmente possíveis de serem atingidas até 2022. Em uma escala de 1 a 5, as médias ficaram entre 3.2 e 3.4. A mais importante para a maioria (34%) é a primeira: toda criança e jovem entre 4 e 17 anos na escola. Na sequência, empatam a alfabetização até 8 anos e a ampliação dos investimentos.

A pesquisa Ibope mediu o grau de satisfação dos entrevistados com educação durante o governo Lula. A educação básica aparece abaixo da média, com 2.8 de grau de satisfação numa escala de 1 a 5, atrás de áreas como política externa (3.4) , economia (3.1), infraestrutura (3.0), educação superior (2.9) e meio ambiente (2.9). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre os entrevistados que têm filhos em escolas públicas (77%), a avaliação segue o mesmo índice. Eles atribuem 3.0 para ensino superior e 2.9 para educação básica. A região Sudeste é a que apresentou as piores médias: 2.6 para ensino superior e 2.5 para educação básica.

A percepção em relação à educação pública no País apresentou melhora, quando comparada à avaliação de 2006. O percentual de entrevistados que a consideram ótima passou de 25% para 34%. A parcela dos que a consideram ruim/péssima diminuiu de 28% para 21% e manteve-se praticamente constante o total dos que a consideram regular (de 45% para 44%).

A região Sul é a que melhor avalia a educação básica brasileira, com 50% de ótima, enquanto a região Sudeste é a que pior avalia com 28% para ruim/péssima.

Em relação à qualidade da Educação Básica pública no País, 51% dos entrevistados apontam que esta área está melhorando, porém, em ritmo lento. Na região Norte/Centro Oeste esta parcela é de 70%.

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