Professores mantêm greve e fazem manifestação em São Paulo

Professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram manter a greve que dura 12 dias. Eles fizeram uma assembleia em frente ao Masp na tarde desta sexta-feira, o que provocou a interdição dos dois sentidos da avenida Paulista por duas horas.

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Os grevistas saíram da avenida Paulista e seguiram para a Praça da República. Durante o trajeto, a rua da Consolação ficou bloqueada no sentido centro.

A intenção dos manifestantes era conversar com o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, e tentar uma negociação. No entanto, receberam a informação de que ele não estava no local. Os sindicatos prometem que na próxima terça-feira retornarão à Secretaria e entregarão o protocolo com suas reivindicações ao secretário.

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Professores em greve interditam a avenida Paulista

Professores em greve interditam a avenida Paulista

Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), havia 50 mil pessoas no local. A Polícia Militar calculou 8 mil pessoas. O iG apurou que estavam presentes cerca de 15 mil manifestantes.

"A primeira semana de greve foi uma semana preparatória. A segunda foi quebra de braço e a terceira será uma 'quebra de baço'. O Serra (José Serra, governador de São Paulo) tem só mais uma semaninha no governo. Vamos mostrar a ele que nós não temos razão para voltar para a sala de aula de mãos vazias", disse a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, em seu discurso no Masp.

Os professores decidiram que a próxima assembleia será realizada na sexta-feira (26) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, onde fica o governador José Serra. Na semana passada, os grevistas já haviam se se reunido em frente ao Masp para decidir pela continuidade da paralisação.

Na assembléia da última semana,  o sindicato prometia agrupar 80 mil manifestantes nesta sexta. O número, segundo eles chegou a 50 mil. Para a próxima manifestação, a Apeoesp promete reunir 100 mil manifestantes.

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Professores em greve bloqueiam a avenida Paulista

Professores reivindicam aumento de salário

Reivindicações

Os professores da rede estadual estão reivindicando, entre outros pontos, um aumento salarial de 34,3% e a incorporação das gratificações ao salário base, criação de um plano de carreira e modificação no processo de contratação de professores eventuais.

O governo do Estado diz que não vai negociar com os grevistas. Segundo comunicados emitidos pela Secretaria de Ensino, entre 2005 e 2009, a folha de pagamentos da secretaria teria crescido 33%, indo de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões - mas não especifica se neste valor estão inclusos algum aumento no quadro de professores ou se tudo foi destinado aos holerites do mesmo número de funcionários.

Sobre a incorporação das gratificações, a secretaria alega que na última semana foi agregada a Gratificação por Atividade de Magistério (GAM) ao salário. A gratificação será incorporada em duas parcelas: a primeira, com percentual de 10%, em março deste ano; e a segunda, com percentual de 5%, prevista para março de 2011.

O sindicato reclama que esta gratificação não compensa as perdas salariais e diz que não há nenhuma perspectiva de aumento salarial até março do próximo ano para a categoria.

O sindicato pede também a revogação da lei 1041, que limita o número de faltas abonadas a seis por ano. O governo diz que a lei diminuiu em 60% o número de faltas na rede estadual. 

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