Estudantes participam de maneira bem-humorada de manifestação da Apeoesp" / Estudantes participam de maneira bem-humorada de manifestação da Apeoesp" /

Professores mantêm greve e fazem manifestação em São Paulo

Professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram manter a greve, iniciada na última segunda-feira, por tempo indeterminado durante assembleia realizada nesta sexta, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), região central de São Paulo. http://educacao.ig.com.br/us/2010/03/12/estudantes+participam+de+maneira+bem+humorada+de+manifestacao+da+apeoesp+9426136.html Estudantes participam de maneira bem-humorada de manifestação da Apeoesp

Carolina Rocha, iG São Paulo |

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Professores bloqueiam os dois sentidos da Paulista

Professores bloqueiam os dois sentidos da Paulista

A aglomeração de manifestantes causou o bloqueio da avenida Paulista, nos dois sentidos, por quase duas horas. Segundo a Polícia Militar, 8 mil pessoas participaram da manifestação, que começou às 14h, no Masp, e terminou, às 19h, na Praça da República. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) afirma que 40 mil estiveram no local. O iG apurou, no entanto, que o número seria de 20 mil pessoas.

Os manifestantes seguiram em passeata até a praça da República, onde fica a Secretaria de Estado da Educação. Houve princípio de tumulto e conflito com policiais militares quando começaram avançar pela avenida Paulista em direção à rua Consolação.

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Manifestantes entram em choque com a polícia

Manifestantes entram em choque com a polícia

A SPTrans desviou 28 linhas de ônibus na região. Na avenida Paulista circulam 250 coletivos por hora. Os ônibus que seguiam no sentido Consolação faziam desvios pela rua Teixeira da Silva. Para as linhas que seguiam no sentido Paraíso, o desvio era feito nas vias Peixoto Gomide, alameda Santos e avenida Brigadeiro Luis Antônio.

Os números da greve divergem entre a Secretaria de Estado da Educação e a Apeoesp. A secretaria afirma que apenas 1% dos funcionários da rede estadual teriam aderido à greve (2.200, dos 220 mil), enquanto o sindicato afirma que cerca de 70% estariam paralisados.

Durante a manifestação, a presidente da Apeoesp e os representantes dos demais sindicatos presentes diziam que apenas naquele local já havia muito mais pessoas que o anunciado pela secretaria. "Na semana passaa nós tinhamos 10 mil pessoas na assembléia. Nesta semana são mais de 40 mil. Na semana que vem nós traremos 80 mil, se for necessário", diz Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp de cima do carro de som.

Na assembléia desta tarde os sindicatos já deixaram acertado que na próxima sexta-feira, 19 de março, haverá nova manifestação na Avenida Paulista. No mesmo dia será decidido se a greve continuará ou será encerrada.   

A Secretaria de Estado da Educação divulgou uma nota no final da tarde desta sexta-feira condenando a manifestação dos professores e funcionários da rede pública de ensino. "A Secretaria lamenta que a Apeoesp insista em um movimento esvaziado, político e inimigo da educação de São Paulo. A adesão à tentativa de greve na primeira semana do movimento foi em torno de 1% do total dos docentes, mostrando como a pauta do sindicato é contrária até mesmo aos interesses dos próprios professores. A Secretaria lamenta, também, a falta de educação e compromisso público dos sindicalistas, que desrespeitaram orientações da Prefeitura, da Justiça e do Ministério Público e paralisaram o trânsito na Avenida Paulista, causando graves incômodos a milhões de paulistanos e prejudicando o acesso a mais de 20 hospitais e serviços de saúde da região. " ( Leia a íntegra da nota )

Reivindicações

Os professores da rede estadual estão reivindicando, entre outros pontos, um aumento salarial de 34,3% e a incorporação das gratificações ao salário base, criação de um plano de carreira e modificação no processo de contratação de professores eventuais.

O governo do Estado diz que não vai negociar com os grevistas. Segundo comunicados emitidos pela Secretaria de Ensino, entre 2005 e 2009, a folha de pagamentos da secretaria teria crescido 33%, indo de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões - mas não especifica se neste valor estão inclusos algum aumento no quadro de professores ou se tudo foi destinado aos holerites do mesmo número de funcionários.

Sobre a incorporação das gratificações, a secretaria alega que na última semana foi  agregada a Gratificação por Atividade de Magistério (GAM) ao salário. A gratificação será incorporada em duas parcelas: a primeira, com percentual de 10%, em março deste ano; e a segunda, com percentual de 5%, prevista para março de 2011.

O sindicato reclama que esta gratificação não compensa as perdas salariais e diz que não há nenhuma perspectiva de aumento salarial até março do próximo ano para a categoria.

O sindicato pede também a revogação da lei 1041, que limita o número de faltas abonadas a seis por ano. O governo diz que a lei diminuiu em 60% o número de faltas na rede estadual.

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