Professores invadem sede do governo da Paraíba

Vídeo mostra docentes, em greve há um mês, entrando no Palácio da Redenção. Parte deles teve o salário de maio cortado

Renata Baptista, iG Pernambuco |

nullCerca de 400 professores da rede estadual de ensino da Paraíba invadiram o Palácio da Redenção, sede do governo do Estado, em João Pessoa, na manhã de segunda-feira.

Em greve há cerca de um mês, o movimento resolveu radicalizar o protesto ao receber os contracheques zerados. De acordo com o governo do Estado, 15% dos professores tiveram o ponto de maio cortado, mas esse número pode ser menor pois ainda devem ser avaliados casos de saúde e de folhas de ponto que não foram enviadas à Secretaria de Educação.

Houve tumulto na entrada dos manifestantes ao prédio. Os manifestantes ficaram no primeiro andar por cerca de três horas. Segundo o secretário-chefe do governo, Walter Aguiar, o retorno à negociação ficou condicionado à saída dos manifestantes do palácio.

Os professores deixaram o prédio e se reuniram com representantes do governo à tarde, na Assembleia Legislativa.

Reivindicação

A principal reivindicação do movimento é que a categoria receba salários acima do piso nacional, que é de R$ 890,97 para a carga horária de 30 horas semanais. O governo propôs salário no valor de R$ 1.156 - dos quais R$ 230 será integrado como uma bolsa.

"Mais do que isso não podemos fazer. O Estado herdou da outra gestão 50% da arrecadação líquida a ser gasto com folha de pagamento. Mas também precisamos que os professores voltem para negociar os outros pontos das reivindicações em sala de aula, para não prejudicar os alunos", afirmou Walter Aguiar.

Prejuízos

Cerca de 10.000 alunos da Paraíba correm o risco de perder o semestre letivo caso a greve de professores prossiga, disse o secretário-chefe do governo.De acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Educação, cerca de 200 escolas das 1.039 da rede estadual estão sem aulas devido à greve de professores. Os municípios mais afetados são João Pessoa e Campina Grande, as maiores do Estado.

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