Em greve há dois meses, profissionais da educação superior da Bahia ocuparam corredor na galeria de ex-presidentes

Professores, estudantes e funcionários das Universidades Estaduais da Bahia (UEBA) dormiram na galeria dos ex-presidentes da Assembleia Legislativa na noite desta terça. Segundo os organizadores do movimento, a greve dos 5 mil professores está deixando quase 60 mil alunos sem aula.

Professores e funcionários de universidades  acampados em frente a galeria dos ex-presidentes da Assembléia baiana
Divulgação
Professores e funcionários de universidades acampados em frente a galeria dos ex-presidentes da Assembléia baiana

Eles reivindicam a incorporação da gratificação por Condições Especiais de Trabalho ao salário base e a retirada das Universidades dos impactos do Decreto 12.583/11, que restringe os gastos públicos do Estado para o ano de 2011. O governo chegou a fazer uma proposta, que não foi aceita, e agora aguarda uma sugestão da própria categoria.

Para o coordenador do Fórum das Associações Docentes (ADs), Gean Santana, esta postura do governo é uma tentativa de pressionar os professores a retomar as aulas sem atender as reivindicações da categoria. “Primeiro o governo suspende o pagamento dos nossos salários e agora retira as propostas da Mesa de Negociação. Não vamos nos intimidar, pois isso só aumenta a nossa indignação e capacidade de luta”, afirma.

Na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) a greve teve início no dia 11 de abril , na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) no dia 08 de abril e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) começou no dia 26 de abril.

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