Professores em greve vaiam Alckmin em Mongaguá

Docentes e funcionários de escolas e faculdades técnicas de SP estão em greve desde o dia 13. Reajuste do governo não agradou

AE |

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi vaiado na manhã desta sexta-feira por um grupo de professores e funcionários do Centro Paula Souza, mantenedor das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs), que compareceram à reinauguração da plataforma de pesca de Mongaguá, na Baixada Santista. As instituições estão em greve desde o último dia 13, um dia após o governo ter anunciado reajuste de 11% para professores e funcionários .

Com cartazes que citavam os baixos salários e o vale-refeição de R$ 4, os manifestantes gritavam "au au au aumento de um real" e "robalo", durante discurso do governador, que citava a pescaria. Uma manifestante constrangeu o governador e outras autoridades presentes ao evento quando, segurando uma rosa para entregar a Alckmin, subiu ao palco, pegou o microfone e rapidamente reivindicou um aumento maior para os professores.

"Estamos há seis anos sem reajuste e eles ofereceram 11%, o que não cobre nem a inflação de dois anos", disse o coordenador do curso de Eletrotécnica da Etec Aristóteles Ferreira, de Santos, Osmar Quintas Valentim.

O governador disse que "hoje apenas 10% dos professores e funcionários estão em greve, mas temos certeza que em breve tudo estará resolvido". Após inaugurar a plataforma de pesca de Mongaguá, Alckmin seguiu para São Vicente, para entregar as chaves de 158 moradias de dois empreendimentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), no Jardim Samaritá.

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