Docentes da rede estadual mineira estão paralisados há 98 dias e reivindicam o pagamento do piso salarial nacional

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No dia em que o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 mostra a superioridade das escolas particulares sobre as instituições públicas, professores mineiros da rede estadual, em greve há 98 dias , se acorrentaram ao Pirulito da Praça Sete, um monumento localizado no centro de Belo Horizonte. 

Cerca de 30 docentes usam nariz de palhaço e levantam cartazes em protesto contra a falta de acordo com o governo do Estado. Os representantes dos grevistas prometem ficar no local o dia todo. Eles reivindicam o piso nacional da categoria, que é de R$ 1.187 por 40 horas semanais .

Lideranças do sindicato da categoria, o Sindi-Ute, e deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia mineira devem protocolar hoje pedido de investigação no Ministério Público sobre denúncias de que alguns professores estariam sofrendo intimidações por parte da polícia de Minas. O governo mineiro nega as acusações.

Na cidade de Diamantina, a 294 quilômetros de Belo Horizonte, o governador Antonio Anastasia (PSDB) minimizou as manifestações dos professores grevistas. O tucano participou pela manhã de solenidade em celebração ao aniversário de Juscelino Kubitschek, quando são entregues medalhas a personalidades que contribuíram para o Estado. Entre os agraciados estava o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT).

Durante o evento em Diamantina, professores soltaram balões pretos onde se lia pedido de cobrança do pagamento do piso nacional, que ultrapassa R$ 1.100 para uma jornada de 40 horas semanais. “Não vejo nenhum efeito prático neste tipo de manifestação. Acho que isso não vai levar a parte alguma”, disse o governador ao ser abordado por jornalistas sobre o assunto.

* Com Denise Motta, iG Minas Gerais, e AE

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