Seminário realizado pela Brasil Telecom e pela SEC reuniu escolas participantes do projeto Educação Digital.

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Alunos e professores de escolas públicas que tiveram suas vidas e rotinas transformadas por experiências com a inclusão digital foram o tema central do Seminário de Práticas Tecnológicas nas Oficinas Digitais, realizado no dia 27 de novembro pela Brasil Telecom e Secretaria de Educação do RS, em Porto Alegre. Durante o evento, os docentes das cinco escolas que receberam o projeto Educação Digital da BrT trocaram experiências e mostraram como as oficinas estão ensinando e eles uma nova forma de educar.

Participaram representantes das escolas estaduais Marechal Mallet, Tenente Coronel Travassos Alves, Daltro Filho, Senador Pasqualini/FASE e Dr. Ferreira de Abreu. Durante o evento foi anunciada a implantação de novas oficinas em mais três escolas na região metropolitana: Nossa Senhora do Livramento, em Guaíba; Caetano Gonçalves da Silva, em Esteio; e Luís de Camões, em Gravataí.

O consultor do projeto, Osvaldo Bargas, ressaltou que a ideia das oficinas não era somente doar os computadores para as escolas, mas também, investir na capacitação dos professores: Hoje, neste seminário, queremos saber o que as escolas estão fazendo nestes laboratórios com seus alunos.

O diretor administrativo da Secretaria de Educação, Ervino de Leon, destacou a importância do uso da tecnologia na educação e da formação dos professores, que para ele deve ser contínua. Estes são espaços pedagógicos muito importantes para que os professores explorem suas disciplinas. A Brasil Telecom nos fortalece e nos dá a segurança de que este é o caminho certo.

Para Jaqueline Campos, professora da escola estadual Daltro Filho, as oficinas ofereceram além de novas formas de aprendizado, a oportunidade de mudar a vida de alguns alunos: Tínhamos um estudante com problemas de aprendizado na 5º série e tentamos ajudar convidando- o para participar do aluno monitor. Hoje ele melhorou muito seu rendimento, sente-se importante de poder ensinar seus colegas e está muito mais tranquilo comenta, lendo em seguida uma carta em que o aluno escreveu de próprio punho sobre suas experiências: Estou achando muito bom para me comunicar, gosto de ajudar os outros e me dá muito prazer em estudar ciências, dizia o menino.

Para muitos alunos, as oficinas mostraram novas formas de estudar, de aprender e de perceber os conteúdos ensinados em sala de aula. Maria Nilcéia Fernandes, professora da escola Travassos Alves, notou a mudança no empenho dos alunos em participar das aulas: Faz muita diferença ensinar com giz e quadro negro e ensinar com o computador. O interesse dos alunos é outro. A professora conta que antes das oficinas, os alunos eram avessos ao trabalho de pesquisa: Eles não gostavam de ir até a biblioteca buscar mais informações sobre as matérias ensinadas. Hoje, quando falo em pesquisa, eles vão correndo para o computador e fazem com o maior prazer, complementa.

Outros relatos emocionados de grandes transformações no comportamento e rendimento de alunos comoveram os participantes. Luís Augusto Tubino, professor de geografia da mesma escola, mostrou aos colegas o caso de um aluno da 5º série que tinha déficit de atenção e problemas de aprendizado: Ele não conseguia sentar e escrever uma linha no caderno, era muito agitado. Há pouco tempo fez um texto grande no computador, falando da matéria que foi ensinada. Foi uma vitória, conta emocionado. O antes revoltado aluno, hoje, não só melhorou seu rendimento escolar como tornou-se uma pessoa mais calma e atenciosa: Até dá beijo nas professoras! conta o professor, feliz.

A escola participa do projeto Escola para Todos, em que a instituição abre aos fins de semana para o uso da comunidade. As oficinas também são utilizadas nestes dias, contando com o cuidado e auxílio dos alunos monitores. É bonito ver como as crianças cuidam dos computadores e da estrutura com muito carinho, como se fossem deles, diz a diretora da escola, Carmem Rodrigues.

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