Professores de Brasília entram em greve a partir de segunda

Em assembleia realizada nesta quinta, docentes com o maior piso salarial do País decidiram paralisar atividades

iG Brasília |

Os professores da rede pública do Distrito Federal entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira. A decisão foi tomada em assembleia nesta quinta-feira, pela ampla maioria dos participantes do ato, cerca de 12 mil docentes. Apesar de receberem o maior piso salarial do País (R$ 2,3 mil para quem tem diploma de licenciatura), os professores exigem equiparação média salarial com outras carreiras de ensino superior do próprio governo do DF.

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Representantes da comissão de negociação dos professores se reuniram nesta quarta-feira com as secretarias de Administração, Educação, Fazenda e Planejamento na tentativa de chegar a um acordo, mas isso não ocorreu. O governo alega que não pode conceder aumento de salário para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que define o teto de comprometimento das receitas com a folha de pessoal. O Distrito Federal alcançou 46,1% de comprometimento, dos 46,55% permitidos pela lei.

A diretora da Comissão de Negociação dos Professores, Rosilene Corrêa, disse que haverá aulas para os alunos da rede pública até sexta-feira e que a categoria está preparando assembleias para explicar a greve à comunidade escolar. “As aulas vão até amanhã em todas as escolas. A greve só terá inicio na segunda-feira, após cumprido o prazo jurídico. Vamos realizar assembleias regionais para tranquilizar pais e alunos”, afirma.

Ainda de acordo com Rosilene, os grevistas querem negociar com o governo para que os alunos não sejam prejudicados pela greve. “Queremos sentar com o governo para encontrar o melhor caminho à equiparação salarial. Estamos na expectativa de que o governo negocie, apresente uma proposta que valorize a categoria para voltarmos o quanto antes para a sala de aula”, garante.

Calendário

No site do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), há um alerta de que o reajuste salarial da categoria foi discutido com o Governo do Distrito Federal (GDF) durante 113 dias. Nesse período, o governo não ofereceu alternativas para cumprir o acordo salarial feito em abril do ano passado com a categoria.

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Os professores aprovaram um calendário de mobilização para os próximos dias. Na segunda, primeiro dia de paralisação, assembleias regionais serão organizadas nas cidades-satélites de Brasília, a partir das 18h, para organizar a mobilização. No dia seguinte, 13 de março, haverá piquetes em frente às escolas.

Na quinta-feira, dia 15, os professores voltarão a se reunir na Praça do Buriti, em frente à sede do governo, para apoiar ato dos auxiliares de ensino e policiais militares, a partir das 9h. Outra assembleia geral está marcada para o dia 20 de março, às 9h30.

Com informações da Agência Brasil

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