Professores da UnB promovem protesto e confusão na abertura de conferência de educação

Cerca de 200 pessoas, entre professores, funcionários e estudantes da Universidade de Brasília (UnB), fazem protesto em frente ao centro de convenções Ulysses Guimarães, onde será realizada, a partir das 18h deste domingo, a Conferência Nacional de Educação (Conae). O evento reunirá 3.000 delegados de todo país, além do ministro da Educação, Fernando Haddad. Eles discutirão prioridades e estratégias para o próximo Plano Nacional de Educação.

Priscilla Borges, iG Brasília |

No início da noite, houve um princípio de confusão antes da abertura da Conae. Manifestantes tentaram entrar no auditório onde acontece a cerimônia de abertura da conferência e foram impedidos pelos seguranças do evento. Após confronto, com direito a socos e pontapés, cerca de 50 pessoas conseguiram entrar no local, com apitos e faixas. A organização do evento concordou que três manifestantes - cada um representando professores, funcionários e alunos - falassem antes da abertura do evento, desde que deixassem o local em seguida.

Os manifestantes da UnB pretendem sensibilizar o governo federal para sejam atendidas reivindicações. Eles estão em greve desde o dia 9 de março por causa da ameaça de corte de 26,05% das remunerações dos servidores que recebem por meio da Unidade de Referência de Preço (URP) nos reajustes dos salários.

Eles seguram espantalhos e faixas pedindo a manutenção da URP e dizendo que UnB não é lixo. Inventaram, inclusive, uma cantiga durante o ato: A nossa luta unificou, é estudante, funcionário e professor.

Enquanto o governo realiza uma conferencia para discutir não se sabe o quê, já que o governo está acabando, os professores da UnB apresentam aqui a realidade da universidade em greve por causa de uma redução salarial provocada pelo governo Lula, afirmou Rodrigo Dantas, integrante da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb).

Os manifestantes distribuíram também uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que, além de pedirem a manutenção da URP, acusam o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) de ter tomado uma atitude ilegal e arbitrária por ter mandado o reitor da UnB reduzir os salários de professores e servidores. Esperado, o presidente Lula não participa da abertura do evento.

Segundo os manifestantes, a decisão contraria medidas judiciais e afronta a autonomia universitária.

Eles criticam o ministro por ter desqualificado os trabalhadores da universidade porque o ministro teria dito que são agraciados por ganhos indevidos e teria acusado os professores de enriquecimento ilícito. Argumentam que os professores tem regime de dedicação exclusiva à universidade e que, portanto, o salário é a única fonte de renda deles.

No evento, sindicatos de funcionários do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) também colocaram faixas em protestos para reivindicar mais concursos públicos e valorização dos professores.


Com informações da Agência Brasil .

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