Eles querem receber o piso nacional da categoria, que está em R$ 1187. Governo diz que reconhece problema, mas não tem dinheiro

Aproximadamente 800 mil alunos estão sem aulas no Pará por causa da greve dos professores e técnicos administrativos da rede pública estadual de ensino. A paralisação começou na segunda-feira. Os docentes cobram do governo do Estado o pagamento do piso nacional da categoria, que está em R$ 1.187. Os técnicos, melhorias na estrutura das escolas e implantação do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR).

Na terça-feira (27), houve caminhada pelas ruas de Belém em nesta quarta-feira (28), estava previsto um protesto em frente ao Mangueirão, local da partida entre Brasil e Argentina. Cerca de 400 professores se concentram em frente ao estádio. Porém, pelo grande número de policiais militares deslocados para a região, os docentes resolveram fazer panfletagens em ruas próximas. “Nós não poderíamos colocar os professores em risco em um eventual confronto com a polícia”, disse a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepp), Conceição Holanda.

Segundo Conceição Holanda, a diferença salarial entre o que é pago hoje aos professores da rede pública estadual em relação ao piso nacional é de R$ 97. Até o momento, o governo do Estado sinalizou com um aumento de R$ 27 no vencimento base dos docentes. “Nós estamos exigindo apenas um direito que é garantido pela Constituição”, declarou a coordenadora-geral do Sintepp. “Também existe um clima de muita insegurança nas escolas e muitas delas funcionam em condições precárias”, complementou.

O governo do Estado informou que não houve previsão orçamentária para a implantação do piso nacional no Estado em 2011, mas que o executivo não se recusa a pagar essa diferença. O governo afirmou também que esse mês o salário dos professores paraenses já será pago com base no novo PCCR. Além disso, o governo declarou que 75% dos professores do Estado são de nível superior e  ganham, em média, R$ 3,8 mil mensalmente. Os docentes de nível médio recebem, segundo o governo paraense, cerca de R$ 2,3 mil. Nestes valores estão incluídas gratificações aos docentes concedidas pelo governo.

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