Professores da rede estadual fazem greve de advertência no Rio

RIO DE JANEIRO - Docentes e funcionários ligados ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) realizam, nesta terça-feira, uma paralisação de advertência por 24 horas, deixando parte dos 1.5 milhão de alunos das 1.591 escolas sem aulas.

Redação |

A categoria cruzou os braços como forma de retaliação ao governador Sérgio Cabral que, de acordo com eles, não cumpriu com suas promessas de campanha de reajuste salarial e garantia de melhores condições de trabalho.

Segundo o coordenador-geral da Sepe, Danilo Serafim, às 12h será protocolado um documento, no Tribunal Regional Eleitoral (TER), denunciando o governador por estelionato eleitoral. No segundo turno da campanha de 2006, ele (Sérgio Cabral) enviou um documento para todos os professores da rede, em que se comprometia a valorizar a educação estadual, disse, sem adiantar se há a possibilidade de ocorrer uma paralisação prolongada. Uma assembléia da categoria será realizada, às 14h, no Clube Municipal, na Rua Haddock Lobo, no bairro da Tijuca, na Zona Norte

A categoria reivindica, entre outros pedidos, a reposição das perdas salariais de 60%; inclusão imediata dos professores de 40 horas semanais no Plano de Cargos e Carreiras; o piso de 5 salários mínimos para professor e 3,5 para funcionários; vale-transporte; contratação de novos professores, principalmente os de ciências exatas; e discussão sobre a quantidade adequada de alunos por sala, bem como maior participação nas decisões sobre as unidades estaduais.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que está compondo o quadro profissional da rede estadual e que irá cortar o ponto dos profissionais que aderirem à paralisação, que considera sem amplitude. De acordo com a assessoria, hoje ocorre conselho de classe em diversas escolas estaduais, que já não ofereceriam aulas. Além disso, a Seduc alegou que a maioria das unidades continua operando normalmente e que só alguns docentes aderiram ao movimento.

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