Professores da rede estadual decidem manter greve no Rio

Paralisação já dura 43 dias; manifestantes prometem permanecer acampados na porta da Secretaria Estadual de Educação

iG Rio de Janeiro |

Cerca de 1.500 servidores da rede estadual de educação do Rio de Janeiro decidiram manter a greve da categoria, iniciada há 43 dias , informou o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe).

Os manifestantes querem reajuste de 26% para professores e funcionários, além da incorporação imediata da gratificação do programa Nova Escola - o que representaria um reajuste de 9,2%. Também pedem o descongelamento do plano de carreira dos funcionários e autonomia para realizar eleições para diretores nas escolas do Estado.

Os manifestantes rejeitaram as propostas do governo apresentada nesta quinta-feira (14) durante uma audiência. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB), anunciou a intenção de apresentar duas propostas em busca de entendimento com a categoria: uma para professores e outra para os funcionários administrativos. O valor do aumento que será proposto pelo governo não foi revelado.

Melo, contudo, afirma que caso a proposta do governo seja aprovada na Alerj, o salário base do professor com carga horária de 16 horas semanais passará de R$ 765,66 para R$ 836,10.

Os docentes prometem se reunir no próximo dia 3 de agosto para decidir o rumo do movimento. Enquanto isso, grevistas que desde o dia 12 decidiram acampar na porta do prédio da Secretaria Estadual de Educação , no Centro, vão permanecer no local.

Secretaria diz que 1% estão fora da sala de aula

A Secretaria de Estado de Educação informa, por meio de nota, que por conta da greve "542 professores faltaram às atividades. Isso representa cerca de 1% do total de docentes em sala de aula".

No texto, a secretaria afirma ter feito "todos os esforços para atender às reivindicações dos grevistas". E explica: "Foi acordado que haveria a antecipação de mais uma parcela do programa Nova Escola (a de 2012 para 2011) para os professores da rede. Já os funcionários técnico-administrativos receberiam todas as parcelas restantes do Programa, além do descongelamento da carreira".

Na sequência, a secretaria afirma que se comprometeu a encaminhar para a Alerj um estudo sobre o reajuste salarial para a categoria, mas ressaltou que a iniciativa "está condicionada ao fim imediato da greve, ponto que até o momento não foi atendido pelos sindicalistas".

"Nós avançamos em todos os itens da pauta. Isso tudo além do auxílio-transporte, do auxílio-qualificação, da formação continuada dos professores e da resolução de pendências antigas, como o enquadramento por formação. A única exigência nossa foi o fim da greve, item que o sindicato não atendeu. Isso demonstra, de fato, quem realmente não quer negociar, afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.

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