BRASÍLIA - Delegados que participaram, na manhã de hoje (17), do Colóquio sobre Avaliação de Professores como Instrumento de Valorização Profissional, na 1ª Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb), condenaram o modelo punitivo atualmente usado em boa parte do país para avaliar a categoria.

A presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Educação (Anped), Márcia Aguiar, disse que os professores não têm medo de ser avaliados, mas questionou os princípios e instrumentos adotados. A avaliação não pode ficar centralizada no docente, ela também tem que considerar outros elementos. Se ela é institucional, precisa envolver os gestores, em nível de municípios, estado e ministério.

A professora Isabel Lelis, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), também expositora do colóquio, classificou de punitivos os modelos vigentes. A avaliação não pode levar alguns eleitos a receberam abonos por bom desempenho, ela precisa ser repensada a partir das condições que estão sendo oferecidas ao professor para ele trabalhar, afirmou.

De acordo com Márcia Aguiar, apenas alguns estados e municípios adotam processos avaliativos que levam em consideração os diversos fatores que incidem na prática pedagógica. Acho que caberia ao próprio MEC [Ministério da Educação] mapear esses tipos de experiência que estão sendo construídas localmente, sugeriu.

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