Segundo sindicalistas, a mobilização é uma medida de repúdio à agressão cometida por policiais contra docentes e será a primeira enfrentada pelo governo de Cristina Kirchner" / Segundo sindicalistas, a mobilização é uma medida de repúdio à agressão cometida por policiais contra docentes e será a primeira enfrentada pelo governo de Cristina Kirchner" /

Professores argentinos realizam greve nacional de 24 horas

MARGIN-BOTTOM: 0cmSegundo sindicalistas, a mobilização é uma medida de repúdio à agressão cometida por policiais contra docentes e será a primeira enfrentada pelo governo de Cristina Kirchner

Agência Ansa |

Os sindicatos de professores realizarão hoje uma greve nacional em repúdio à "brutal repressão" policial cometida contra docentes da cidade de Buenos Aires, que tentavam colocar uma barraca em frente à sede do governo local.


Pelo menos seis pessoas ficaram feridas após o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, ter ordenado que a polícia impedisse a manifestação alegando que os professores não tinham autorização para a ação.


Após se negarem a sair, os policiais dispersaram os manifestantes. Mais tarde, os confrontos recomeçaram, logo após os professores terem conseguido armar a barraca em reivindicação a um aumento de salário e melhorias para o setor.


Os professores da cidade de Buenos Aires enfrentam o governo de Macri desde agosto passado e pedem um aumento salarial de 20%, a devolução da totalidade das bolsas aos estudantes, suspensa durante a gestão do ex-presidente do clube Boca Juniors, e melhorias na quantidade e qualidade dos alimentos oferecidos nas escolas.


Desde então, o governo local se nega a responder aos pedidos. Inclusive, após os conflitos, Macri reiterou que seu governo "não tem recursos para aumentar os salários" e pediu que os grevistas levantem a mobilização, à qual qualificou como "uma irresponsabilidade".


"Eles não podem roubar o futuro das crianças", disse.


Enquanto o secretário-geral da União de Trabalhadores da Educação (UTE) e membro da Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina (CTERA), Francisco Nenna, convocou "uma greve nacional de 24 horas em todas as jurisdições em repúdio aos atos de violência".


Com a medida, a reivindicação dos professores da capital se transformou em uma greve nacional, a primeira do setor durante o governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner.


Nenna confirmou que "a vigília" que os professores haviam organizado em frente à sede do governo continuará "até obtermos uma resposta à demanda de um aumento salarial retroativo a agosto, mudanças no sistema médico, livre opção de atividades sociais e entrega de bolsas aos estudantes".


O protesto será acompanhado pela Central de Trabalhadores Argentinos (CTA) que também convocou uma greve para começar ao meio-dia.

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