Professores anunciam passeata às 17h na av. Paulista

SÃO PAULO - Os professores estaduais de São Paulo, em greve desde o dia 16, realizam nesta sexta-feira, às 17h, uma passeata na região da avenida Paulista. A manifestação está prevista para ocorrer após assembléia que define rumos da greve, no vão do Masp, às 15h. Os professores pedem aumento de piso-salarial e a revogação do decreto que restringe transferências entre escolas.

Redação |

O presidente da Apeoesp (Associação dos Professores do Estado de São Paulo), Carlos Ramiro, disse que vai tentar manter a greve dos professores caso a Secretaria da Educação não apresente nova proposta. Se a proposta (de até 12,2%) for mantida, dificilmente sairemos de greve, afirmou.

Ramiro avalia que parte do aumento de 12,2% é ilusória. Os 12,2% propostos representariam, na prática, 5%. "Este valor está incluindo gratificações que já recebíamos. Confirmou também nova passeata às 17h desta tarde, saindo do Museu de Arte de São Paulo (MASP) em direção à Praça da República.

Neste momento, Sindicatos, Secretaria da Educação e Ministério Público do Trabalho fazem reunião em São Paulo para tentar acordo. Até a manhã desta sexta-feira, a Secretaria da Educação de São Paulo manteve proposta de até 12,2% e defende que decreto traz benefícios aos alunos. A Secretaria defende que a remuneração inicial pode chegar a R$ 1819,63 para diretores e R$ 1501,50 para professores, além de não incluir algumas outras gratificações mantidas.

Piso-salarial

Os professores reivindicam o aumento para R$ 2 mil. O valor corresponde ao reajuste segundo o Dieese, mais a inclusão das gratificações que já recebemos, defende Ramiro. Se votada, a proposta do Governo restringirá o aumento a até R$ 1501,50. O piso mínimo do professor de 1ª a 4ª série em jornada de 40 horas semanais passará de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17. Para os docentes de 5 ª a 8ª e Ensino Médio, o salário-base irá de R$ 1350,75 para R$ 1501,50. O governo do Estado calcula gastar mais R$ 670 milhões por ano com as medidas.

O aumento recai também sobre diretores, supervisores e funcionários do Quadro de Apoio. Os diretores passarão de salário-base R$ 1409,26 para R$ 1563,72 (11% de aumento). Os supervisores passarão de R$ 1638,03 para R$ 1803,93 (10%). O salário-base do Quadro de Apoio também aumentará, passando de, por exemplo (varia de acordo com o nível): R$ 634,53 para R$666,26 (agentes de serviço escolar), R$ 665,48 para R$ 698,75 (agente de organização) e R$ 882,14 para R$ 926,25 (secretário de escola).

Alterações no sistema de Transferências de Professores

Nesta segunda-feira, 23, o Governo definiu algumas novas alterações sobre o sistema de transferências de professores

O limite de faltas para docentes que queiram mudar de escola, que era de 10, passa a ser de 12. Professores em licença, que antes não podiam pedir transferência, agora podem.

O decreto também obriga que, uma vez efetivado, o professor tenha que permanecer 3 anos na mesma escola para poder se transferir. A partir de hoje, esta regra vale apenas para os docentes que acabaram de entrar na rede, e não mais para toda a categoria.

Em 2008 cerca de 40% dos 130 mil professores efetivos trocaram de escolas, segundo a Secretaria do Estado da Educação. A entidade aposta que a maior regularidade dos professores na sala de aula traduza-se em benefício para os alunos.

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