Professor que atingir meta em prova de mérito terá bônus em SP

Atualmente, apenas 20% são promovidos. Outros indicadores, ainda em discussão, contarão para docente progredir

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A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo vai dar, a partir do ano que vem, bônus para todos os profissionais do magistério que atingirem a meta na prova de mérito. Hoje, mesmo atingindo a meta, apenas 20% deles são promovidos. Além disso, a pasta não vai mais utilizar apenas a prova para conceder o mérito – outros indicadores, que ainda estão em discussão, devem contar para o docente progredir. 

Essas mudanças constam na nova lei do plano de carreira e política salarial, assinada na noite de terça-feira pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Com os novos critérios, um professor de PEB II de uma jornada de 40 horas semanais, no estágio máximo da carreira, vai conseguir um acréscimo de 183,05% no salário, segundo a secretaria. Atualmente, o professor consegue até 143, 12% – isso se ele estiver dentro dos 20% que recebem o bônus. 

Hoje, um docente pode avançar em dois eixos: vertical e horizontal. O eixo vertical é a promoção por mérito, que ocorre por meio da prova, e tem cinco níveis. A cada "salto" que o professor dá com a prova, apenas 20% deles tinham um aumento de 25% em cima de seu salário-base. 

Agora, serão oito níveis de carreira – ou seja, ele fará mais avaliações – e o aumento será de 10,5% em cima do salário anterior. Ou seja, ele vai acumulando os acréscimos. O máximo a ser atingido será de 101,16%.

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