Professor de Filosofia reprova alunos grevistas da USP por falta

Docente disse que ausências ultrapassaram o limite permitido pela legislação

iG São Paulo |

Um professor do Departamento de Filosofia reprovou por faltas alunos grevistas da Universidade de São Paulo (USP). O docente Carlos Alberto Ribeiro de Moura, que dá aulas de História da Filosofia Contemporânea II, contou como ausência as aulas que não foram dadas por conta da paralisação contra a presença da Polícia Militar no campus ou, como disse o professor em nota oficial, "piquetes, cadeiraçõs, etc.".

Pela legislação os alunos devem assistir a pelo menos 75% de aulas. A greve dos alunos começou em novembro e, com um mês para o fim do ano, não foram suficientes para reprová-los na maior parte das disciplinas, mas com a soma das outras ausências do ano foi o suficiente para História da Filosofia II.

Na nota no site, Moura afirma apenas: "Segundo a legislação em vigor, o cálculo de freqüência em disciplinas deve levar em conta a totalidade do semestre letivo. Assim, aulas não ministradas em função de piquetes, “cadeiraços”, etc., são computadas como dadas e não freqüentadas."

Várias unidades tiveram grande adesão à greve. A maior parte dos professores pediu trabalhos para contar como realização dos estudos perdidos. 

O iG solicitou entrevista com o professor, mas até o momento da publicação não havia resposta.

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