"Presidenta" existe na língua portuguesa desde 1872

Palavra foi incorporada aos dicionários em 1925, segundo estudo da equipe do Dicionário Aurélio, feito com exclusividade para o iG

iG São Paulo | 15/09/2011 07:00

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Um estudo elaborado pela equipe do dicionário Aurélio com exclusividade para o iG sobre o uso da palavra “presidenta” responde a qualquer dúvida sobre a existência e a correção do verbete. De acordo com as lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, que realizaram a pesquisa histórica, o substantivo feminino presidenta existe na língua portuguesa desde 1872. Em dicionários, os primeiros registros da palavra ocorrem ao menos desde 1925.

O parecer das especialistas ressalta que no passado o termo pode ter tido uma imposição de diferenciação machista, mas hoje ocorre o contrário. “Está comprometido nos dias de hoje não mais com a submissão da mulher, mas com a sua elevação, pela diferença, à igualdade de direitos e deveres, que deve existir entre homens e mulheres.”

 

 

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24 Comentários |

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  • Djalma Pinto Barbosa | 23/09/2011 22:28

    Dilma deve ser chamada de PRESIDENTA, não por ser errado chamá-la PRESIDENTE.\nDevemos chamá-la PRESIDENTA, para diferenciá-la de seus antecessores (PRESIDENTES),\nque sempre andaram "de maõs dadas" com os chamados "fichas sujas".\nCom esse procedimento, possivelmente todos os que fazem funcionar os Três Poderes, iriam pensar muitas vezes antes utilizar o dinheiro público para o lado da corrupção.

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  • profa Suzy | 20/09/2011 12:11

    O prof Pasquale é muito didático em suas explicações, muitas das quais uso em sala de aula com meus alunos, então segue um texto que esclare a dúvida.\n\nPASQUALE CIPRO NETO - A presidente, a presidenta\nEm alguns casos, o uso fixa como alternativas formas exclusivamente femininas, em que o "e" dá lugar a um "a"\n\nUFA! ACABOU! Não vou dizer que tivemos a pior campanha da história porque sou velho o bastante para ter vivido outras maravilhas (a de 1989 e as do tempo da mais do que hilariante Lei Falcão, por exemplo). Discurso sobre o nada, chavões, frases feitas e cacoetes linguísticos nunca faltaram na nossa história eleitoral.\nPois bem. A eleição se foi, mas a conversa sobre a terminação da palavra que designa o cargo que Dilma Rousseff ocupará a partir de 1º de janeiro de 2011, não. Perdi a conta das entrevistas que dei a respeito do assunto. Mesmo antes do segundo turno, tive de responder qual seria a forma "correta" para designar a função que Dilma ocupará: ela seria (será) presidente ou presidenta?\nO leitor habitual deste espaço sabe bem que me nego terminantemente a reduzir a conversa a algo como "esta sim, aquela não", "está certo, está errado" etc. Posto isso, vamos ao começo da história. Que têm em comum palavras como "pedinte", "agente", "fluente", "gerente", "caminhante", "dirigente" etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação "-nte", de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis...\nTermos como "presidente", "dirigente", "gerente", entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação "-nte"? A de "agente": gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.\nNormalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o "e" final dá lugar a um "a". Um desses casos é o de "parenta", forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer "minha parente" ou "minha parenta", por exemplo). Outro desses casos é justamente o de "presidenta": pode-se dizer "a presidente" ou "a presidenta".\nA esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos (e que não vá além dos direitos que de fato tem, por amor de Deus). Se ela disser que quer ser chamada de "presidenta", que seja feita a sua vontade -por que não?\n"Resolvido" esse impasse, peço licença ao caro leitor para aproveitar o mote e trocar dois dedos de prosa sobre casos análogos. Vamos a um deles: o que significa "infante", palavra da mesma família de "infância"? Vamos lá: "infante" é simplesmente "aquele que não fala" (porque ainda não aprendeu a falar). Essa palavra, por sinal, é outra que é igualzinha nos três idiomas neolatinos que já mencionei (italiano, espanhol e português).\nOutro caso interessante: o da palavra "fluente". Por que se diz que fulano tem inglês "fluente"? Porque "fluente" (em que também existe a terminação "-nte") é simplesmente "o que flui", ou seja, o que corre como um líquido. Assim como os líquidos fluem, a língua flui da boca de quem se expressa com facilidade.\nMais um? Vamos lá: já vimos que gerente é aquele que gere, certo? E de que verbo é a forma "gere"? Trata-se da terceira pessoa do singular do presente do indicativo de "gerir", sinônimo de "administrar", "gerenciar". Como é mesmo que se conjuga o presente do indicativo de "gerir"? Ei-lo: "eu giro, tu geres, ele/a gere..."; o presente do subjuntivo é "que eu gira, que tu giras, que ele/a gira...". E que ela gira. É isso.\n

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  • Leandrc Filho | 19/09/2011 04:51

    Infelizmente, o exemplo tem que parti das Autoridades, esta exceção não estar agassalhada na gramática atual. Isto ocorreu antes da República. Então, vamos escreve PHARMACIA, ou melhor,com esta bagunça. Não exite PRESIDENTA, prefeito/prefeita, governador/governadora,Tenente/Tenente, O Requerente?A Requerente, O Representante/ A Representante. Alguns Senadores também pronunciam errado: Lindberg, Matcelo Crivella e outros. EInntão, vamos chamar Policarpo Quaresma; LINGUA TUPYGUARANI. No ano de !872, como base é Brincadeira, Foi eleita para Governar e não para Distinção:TODOS SÃO IGUAUS PERANTE A CRFB\88. Devemos para com isso, pois temos mais negros no BRASIL, e veros que a mificamulher chegou ao posto mais alto da Nação. É pra pensar 52% de negros, sendo 2% chegam ao nível superior. Morrer mais negro no Brasil. Diante disso, quero dizer que não há motivo para ENALTECER, A PRESIDENTE faz mais do que a su a obrigação. NÍNGUÉM A CHAMOU PARA ASSUMIR O CARGO, ELA ALMEJOU, ENTÃO.

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  • Leandrc Filho | 19/09/2011 04:51

    Infelizmente, o exemplo tem que parti das Autoridades, esta exceção não estar agassalhada na gramática atual. Isto ocorreu antes da República. Então, vamos escreve PHARMACIA, ou melhor,com esta bagunça. Não exite PRESIDENTA, prefeito/prefeita, governador/governadora,Tenente/Tenente, O Requerente?A Requerente, O Representante/ A Representante. Alguns Senadores também pronunciam errado: Lindberg, Matcelo Crivella e outros. EInntão, vamos chamar Policarpo Quaresma; LINGUA TUPYGUARANI. No ano de !872, como base é Brincadeira, Foi eleita para Governar e não para Distinção:TODOS SÃO IGUAUS PERANTE A CRFB\88. Devemos para com isso, pois temos mais negros no BRASIL, e veros que a mificamulher chegou ao posto mais alto da Nação. É pra pensar 52% de negros, sendo 2% chegam ao nível superior. Morrer mais negro no Brasil. Diante disso, quero dizer que não há motivo para ENALTECER, A PRESIDENTE faz mais do que a su a obrigação. NÍNGUÉM A CHAMOU PARA ASSUMIR O CARGO, ELA ALMEJOU, ENTÃO.

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  • Alzira Maria Ramos | 15/09/2011 21:37

    \nPresidentA NÃO EXiste!!!!!\n\nSeguindo a mesma linha, quando fóssemos tratar dos dentes com um profissional do sexo masculino, diríamos: "vou ao dentisto ? DentistO?\n\nRidículo!

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  • Alexandre | 15/09/2011 17:00

    Dona Dilma pronunciou a palavra erroneamente e quis sustentá-la perante uma nação. Nação essa que se convence por pouco. A prova de tudo isso é a própria "presidenta" estar no poder.

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  • Eros Schiano Junior | 15/09/2011 14:54

    PRESIDANTA

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  • Alderico Pinto | 15/09/2011 12:34

    Quanto ao assunto em pauta, acho a justificativa bastante corporativista. porque alguém se dá ao trabalho de fazer uma pesquisa, se valendo de informações fora de contexto e, da época dos dinossauros, para justificar uma imposição sem cabimento ao povo, diga-se com menos conhecimento da língua oficial. Pense nisso e olhe a situação pela situação.\n

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  • Azuir Ferreira Tavares Filho | 15/09/2011 12:23

    Azuir Disse:\nIsso é uma Questão Humana e tudo que é Humano é Político.\n\nQuem foi a favor da Escravidão, dos Coronéis, dos Oligopólios, dos Latifundiários, dos Nazistas e Fascistas, do Império, da Monarquia, do Integralismo, da Opus Dei, os Remanescentes da Ditadura, os Comprometidos com as Privatizações a preço de banana e da Bolinha de Papel como ameaça de morte, acham por convicção que MULHER È PRESIDENTE.\nQuem foi a favor dos Tamoios na Confederação no Sudeste com Cunhambebe e Aimbere, da defesa da terra nos pampas com Sepê Tiaraju, da defesa da Amazônia com Ajuricaba, da Liberdade dos Negros com Zumbi Aqualtune, Sabina e Dandara, quem foi a favor da Praieira, da Cabanagem, da Sabinada, dos Inconfidentes com Tiradentes e Barbara Heliodora, Dos Farrapos, do Contestado, dos 18 do Forte, das Greves em Contagem e no ABC, são a favor de LULA e da DILMA PRESIDENTA.\nIsso é Político e é Questão de honra e de humanidade.\nTem Gente que é a favor dos Banqueiros no Templo mas tem gente que é a favor de expulsar os Vendilhões.\nTudo isso está na História\nIsso é Político e a Presidenta é Preparada e vai em Frente fazendo o Brasil avançar.\nAbração Amigo para todos.\n

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    Geraldo esperidião Ferreira | 15/09/2011 17:25

    Será que isto inclue também quem é a favor da corrupção deslavada, do loteamento de cargos\nacintoso e do cinismo diante das denúncias?

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