Prêmio Jovem Cientista premia iniciativas para reduzir desigualdades

BRASÍLIA - O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) apresentou na última quarta-feira as vencedoras do prêmio Jovem Cientista. Com 1.748 inscrições, o prêmio este ano teve como tema Educação para Reduzir as Desigualdades.

Redação com Agência Brasil |

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As três ganhadoras foram Júlia Soares Parreiras, na categoria estudante de nível médio, Teresinha Cristina da Costa Rocha, na de nível superior e Sheila Regina dos Santos Pereira, na de graduado.

Júlia fez um trabalho de desinfecção da água por meio da concentração solar. Com isso, ela ajudou comunidades carentes próximas a Belo Horizonte (MG) a transformar a água de um rio poluído em produto de boa qualidade utilizando apenas garrafas PET, papelão e tinta preta.

Já a estudante do último ano de filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, Teresinha Rocha, foi vencedora do Jovem Cientista porque desenvolveu um dicionário de filosofia na Língua Brasileira de Sinais (Libras) . Com a ajuda de pessoas surdas da comunidade acadêmica, ela criou gestos para representar palavras que antes não tinham correspondência em Libras ¿ como metafísica, por exemplo. O dicionário, em CD ROM, permite que a pessoa veja uma foto do gesto e a palavra escrita em língua portuguesa.

Já a vencedora do prêmio na categoria graduado, Sheila Pereira, apresentou a pesquisa  Oguntec: uma experiência de ação afirmativa no fomento à educação científica através da educação . O estudo analisa o trabalho realizado pelo projeto Oguntec que faz o acompanhamento escolar de 35 alunos de escolas públicas de Salvador (BA) durante os três anos do ensino médio, de modo a prepará-los para o vestibular.

A escolha da educação como tema deste ano do Prêmio Jovem Cientista,  segundo o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, foi política. Houve uma opção de natureza política, para chamar a atenção de que educação é uma coisa muito importante. Nenhum país vai se desenvolver sem educação, afirmou.

Segundo Zago, o prêmio também quer mostrar que ciência faz parte do cotidiano das pessoas e que nem sempre é necessário um grande aparato tecnológico para realizar um trabalho científico.

O que caracteriza a ciência não é a complexidade e, sim, que ela procura responder a perguntas fundamentais, explicou o presidente do CNPq.

No total, mais de R$ 100 mil em prêmios vão ser pagos aos três primeiros colocados e às instituições que tiveram mais alunos inscritos.

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