Piso do professor vai subir para R$ 1.894 na rede estadual de SP

Governo anuncia aumento de 13,8% que inclui incorporação de gratificação. Na prática, docente vai ganhar R$ 133 a mais

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 11/05/2011 14:24

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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta quarta-feira que o piso do professor na rede estadual paulista passará dos atuais R$ 1.665 para R$ 1.894 para 40 horas semanais a partir de julho.  O aumento bruto é de 13,8%, mas esta conta inclui a incorporação no salário base de R$ 96 que já são recebidos por todos os docentes com o nome de Gratificação Geral. Portanto, na prática, serão R$ 133 a mais.

Também já foram previstos aumentos para os três anos seguintes, conforme tabela abaixo. Em 2014, o professor iniciante terá piso de R$ 2.368, um aumento de 42,2% em relação ao atual. Não foi explicado se estes aumentos serão acrescidos da inflação que vier a existir neste período.

Piso do professor Aumento em porcentual Valor final
Atual -- R$ 1.665
julho de 2011 13,8%* R$ 1.894
2012 10,2% R$ 2.088
2013 6% R$ 2.213
2014 7% R$ 2.368
*a incorporação da Gratificação Geral está contada no porcentual

 

O secretário de Educação, Herman Voorwald, disse que detalhes serão melhor compreendidos quando ficar pronto o plano de carreira do professor previsto para o próximo mês. “A evolução do salário se dará pela experiência e pelo aprimoramento”, disse.

Outra incorporação que vem ocorrendo aos poucos desde 2010, da Gratificação por Atividade de Magistério (GAM), não está incluída neste aumento. A transformação de benefícios  em salário favorece aposentados. “É uma reivindicação da rede melhorar a remuneração de quem ajudou a construir a educação do Estado”, afirma Herman, que tem feito reuniões com funcionários de escolas em todas as regiões de São Paulo.

Segundo ele, no entanto, o principal objetivo é atrair para a carreira novos profissionais. "Queremos que os jovens se interessem pela carreira."

Foto: Divulgação

Secretário Herman Voorwald participa de anuncio de aumento ao lado do governador Geraldo Alckmin

O salário base também muda o valor final recebido por profissionais com experiência porque os quinquênios – acréscimos de 5% a cada cinco anos de dedicação a rede – são calculados sobre este piso. Atualmento a rede estadual tem 225 mil ativos e 149 mil aposentados ou afastados.

Concurso para funcionários

O projeto de lei anunciado por Alckmin prevê também a contratação de mais 10 mil funcionários para escolas. A ideia é ter pelo menos um “gerente de organização escolar” em cada uma das 5.260 unidades do estado para auxiliar a direção em questões administrativas e permitir que elas se dediquem mais ao trabalho pedagógico. Além disso, serão contratados “agentes de organização” que devem auxiliar em diferentes funções escolares.

A abertura de concurso para novos funcionários é o ponto mais comemorado pelo sindicato dos professores (Apeoesp). "Estávamos precisando de uma figura que desonerasse o diretor das questões administrativas", afirmou a presidente da entidade, Maria Isabel Noronha. "Em relação ao aumento, ainda não é o que queríamos, mas é uma proposta", disse.

Piso nacional

O novo piso paulista é 59% maior do que o estabelecido por lei como mínimo em todo o País, que atualmente é de R$ 1.187. Ainda assim, há uma defasagem em relação a outras profissões com formação superior. Segundo o sindicato esta diferença é de 17%, mesmo depois do aumento.

De acordo com o governador, os aumentos significarão R$ 824 milhões de gastos este ano; R$ 2,29 bilhões em 2012; R$ 2,78 bilhões em 2013 e R$ 3,71 em 2014.
 

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