SÃO PAULO ¿ O secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, anunciou na manhã desta quarta-feira a primeira leva de promoções para o magistério da rede estadual. A partir do quinto dia útil de maio, 44.569 professores, supervisores e diretores de escola receberão 25% de aumento em seus salários e passarão da faixa 1 para o a faixa 2 na carreira.

Mesmo com críticas recebidas por parte dos professores, que incluíram o plano de carreira na pauta de reivindicações nas manifestações que vêm ocorrendo desde o início do mês, Paulo Renato considera que a adesão ao plano foi alta. Recebemos 135.841 inscrições. Mesmo os professores que sabiam que não eram elegíveis se inscreveram para saber como era a prova, para se testar. Não considero isso rejeição, avalia.

A promoção é resultado de uma prova em dos 96.042 candidatos participaram 81.526 atingiram a nota mínima de 6 e foram aprovados. Deste total, 75.249 preenchiam os requisitos para concorrer à promoção (os critérios eram o número de faltas, tempo de permanência na escola e o mínimo de quatro anos de vínculo com o Estado). Foram contemplados com o aumento 64.397.

O governo do Estado vai promover apenas 20% de cada faixa de ensino. Por isso 19.828 dos aprovados ficaram de fora da promoção. Para o ano que vem, se eles se inscreverem, levam com eles a nota da prova deste ano. Se eles quiserem se inscrever para o exame do ano que vem para melhorar a nota, eles podem, explica Paulo Renato.

Estes funcionários, entretanto, terão de manter suas médias na questão das faltas e não poderão mudar de escola até a prova do ano que vem, que deve acontecer no mês de julho. Os funcionários do magistério poderão concorrer a novas promoções a cada três anos. O próximo governo é que vai decidir a quantidade de funcionários promovidos, mas verificamos que é possível dar até 20% ao ano. Não sabemos se os próximos governos passarão por alguma mudança, alguma situação de recessão, isso fica por conta deles, mas consideramos que essa porcentagem é possível, calcula Paulo Renato.

Greve

Os professores da rede estadual, que estão em greve desde o dia 8 de março, fazem na tarde desta quarta-feira a quarta manifestação do mês.

Como vem dizendo desde o início do mês, Paulo Renato reafirmou que o movimento não recebeu grande adesão no Estado. "O número de professores que aderiram à greve vem caindo. Sabemos que no interior algumas cidades aderiram mais que na capital, mas o número de escolas que pararam totalmente não chegou nem a 1%."

Sobre a reposição de aulas, o secretário diz que os professores terão de fazer. "Não importa se foi por greve, por falta, o que seja, se o professor não cumpriu com a quantidade de aulas que ele deveria dar, terá de repôr", disse.

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