Partículas em ação

Vai começar o maior experimento científico do mundo, o Large Hadron Collider (LHC), construído pelo Centro Europeu de Física de Partículas (Cern) na fronteira entre Suíça e França. No dia 10 de setembro está previsto para ocorrer o primeiro choque de prótons, teste para a inauguração marcada para o dia 21 de outubro.

Agência Fapesp |

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Pela primeira vez na história da ciência um próton se chocará com outro no maior acelerador de partículas do mundo. O LHC vai inaugurar uma nova era, varrendo quase toda a física experimental das interações fundamentais da natureza, disse o físico brasileiro Alberto Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Construído durante duas décadas, com a colaboração de cientistas de 181 institutos de pesquisas de diversos países, o LHC é um acelerador de prótons com 27 quilômetros de comprimento, situado a 100 metros abaixo da superfície.

O LHC é formado por seis experimentos, dos quais os principais são o Alice (A Large Ion Collider Experiment), o LHCb (LHC Beauty), o Atlas (A Toroidal LHC Apparatus) e o CMS (Compact Muon Solenoid).

O Brasil não está fora desta nova era da ciência, disse Santoro, que é coordenador do grupo da Uerj no CMS. Os físicos brasileiros, com apoio do CNPq, estão envolvidos nos quatro experimentos desde a década de 1990.

De 1999 a 2004, o CNPq pagou 100 mil francos suíços por ano para a construção do equipamento referente ao experimento Atlas. Foram ao todo R$ 1,2 milhão. Além disso, temos apoiado os grupos de pesquisa que participam dessa colaboração oferecendo bolsas para doutorado-sanduíche com duração ampliada para dois anos, disse José Roberto Drugowich, diretor de Programas Horizontais e Instrumentais da agência.

A participação dos brasileiros envolve pesquisadores, professores, estudantes de universidades e institutos de pesquisa do Brasil. O grupo de física nuclear da Universidade de São Paulo participa do experimento Alice. Físicos e engenheiros do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão no LHCb.

Grupos da UFRJ e do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) integram o CMS. Do Atlas, participam pesquisadores da CBPF, Uerj, Universidade Estadual Paulista, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Centro Federal de Educação Tecnológica.

Para assegurar a participação de pesquisadores brasileiros nos projetos e programas de pesquisa em desenvolvimento no Cern, o CNPq assinou um convênio de cooperação com o centro em setembro de 2006.

O convênio prevê a participação de pesquisadores brasileiros nos quatro experimentos, no projeto de banco de dados e na rede de processamento do LHC, por meio da assinatura de protocolos específicos.

Os mais recentes protocolos foram assinados em maio, para participação nos experimentos do Cern de pesquisadores vinculados a institutos e universidades brasileiras para treinamento de estudantes.

Mais informações no site do LHC .

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