Para Mercadante, estudante brasileiro precisa do Enem

Novo ministro reconhece que exame precisa ser aprimorado logo após a posse em Brasília

Priscilla Borges, iG Brasília |

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante , empossado na tarde desta terça-feira, defendeu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a maior polêmica da gestão de Fernando Haddad à frente da pasta. A cerimônia de troca de ministros, que ainda oficializou Marco Antônio Raupp na chefia da Ciência e Tecnologia, contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

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Apesar de reconhecer que o exame precisa ser aprimorado, o Mercadante disse que o estudante brasileiro precisa de um processo pelo qual possa escolher a universidade em vez de ser escolhido.

O Enem, criado para avaliar o ensino médio, foi transformado por Haddad no principal exame para selecionar alunos para universidades públicas. As três edições realizadas com essa finalidade registraram problemas, como o vazamento da prova em 2009, erros de impressão em 2010 e questões de pré-teste antecipadas em colégio de Fortaleza, em 2011. No próximo ano, o MEC havia previsto a realização de duas edições, mas cancelou a do primeiro semestre na semana passada.

Mercadante vai promover mudanças na cúpula do Ministério . Estão cotados para deixar a pasta a presidenta do do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman e os os secretários Eliezer Pacheco (Educação Profissional e Tecnológica) e Carlos Augusto Abicalil (Articulação com os Sistemas de Ensino). Maria do Pilar (Educação Básica) já confirmu que vai deixar o governo.

Sobre o Enem:
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