Em nota, coordenadora diz que projetos sociais no local são ‘excelentes’ e não podem ser responsabilizados por desempenho ruim

Apresentação de grupo do 'Dançando para não Dançar', que atua no Cantagalo
Divulgação
Apresentação de grupo do 'Dançando para não Dançar', que atua no Cantagalo
O projeto “Dançando para Não Dançar”, que atua dentro do Ciep João Goulart – último colocado da rede municipal no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) –, no Cantagalo, afirmou, em nota, que os resultados dos projetos sociais no local “são excelentes” e “se a política educacional da Secretaria Municipal de Educação e suas equipes pedagógicas não vão bem, a culpa certamente não é dos projetos sociais”.

O iG mostrou que a escola teve a pior nota da rede municipal no Ideb 2009 – 1,8 em 10 pontos possíveis – apesar de ficar no Complexo Rubem Braga, onde funcionam o Espaço Criança Esperança, o grupo cultural Affroreggae e o Dançando para não Dançar, entre outros projetos sociais e culturais atuantes e de destaque. O local também é frequentemente visitado por políticos, como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes.

A coordenadora do “Dançando” disse que a escola não se interessou em fazer parceria com o projeto. “O Dançando não faz parte da grade curricular nem tem nenhum trabalho educacional com o CIEP João Goulart. O projeto utiliza-se do espaço físico dentro da comunidade, uma sala cedida (que adaptamos para o balé) pelo Estado desde 1995, no Ciep João Goulart. Na sala, o Projeto atende a 80 crianças e jovens do Complexo Pavão-Pavãozinho e Cangalo. Apenas dez das nossas crianças estudam no Ciep. Infelizmente não conseguimos fazer essa parceria. Trabalhamos lá das 17h às 21h , de segunda a quinta-feira.”

De acordo com Thereza, uma parceria do gênero foi feita com o Ciep Salvador Allende, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel. “O Salvador Allende é o único Ciep em que o Dançando Para Não Dançar conseguiu fazer parte da grade curricular e alcançou as metas de 2012, estabelecidas pelo Ideb e Ide-Rio (Índice de Desenvolvimento de Educação Rio), já em 2009.”

De acordo com o Dançando para não Dançar, o projeto atua em 13 comunidades, atende a cerca de 840 crianças e jovens. Tem uma escola técnica no Centro do Rio e, desde 2004, um grupo profissionalizado de bailarinos, a “Cia. Dançando para Não Dançar”. Alunos do projeto têm hoje carreira internacional, na Alemanha, Estados Unidos e na Austrália e no Brasil.

“O projeto "Dançando para não dançar" se propõe ainda a dar suporte sócio-educativo às crianças e adolescentes, juntamente com seus familiares, fazendo com que as famílias participem de forma efetiva, comprometida e principalmente, como estimuladora fundamental para que o aluno cresça e apareça, mas desta vez nas manchetes de jornais como cidadão, que através do seu talento melhorou sua qualidade de vida, e não mais como inimigo da sociedade.”

De acordo com a nota do projeto, desde 1995 não há registro de meninas do projeto com gravidez precoce (entre 11 a 17 anos) nem de meninos e meninas do projeto envolvidos com drogas, tráfico e marginalidade. Para permanecerem no projeto as crianças precisam apresentar frequência e rendimento escolar.

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