Ocupação impede início do ano letivo em escola do Paraná

Oitocentos alunos não iniciaram o ano letivo porque 20 famílias estão abrigadas no ginásio de escola de Piraquara

Luciana Cristo, iG Paraná |

Cerca de 800 alunos da Escola Municipal Heinrich de Souza, em Piraquara, município da região metropolitana de Curitiba (PR), ainda não iniciaram o ano letivo porque 20 famílias estão abrigadas no ginásio esportivo do local desde dezembro. Pelo menos 40 pedidos de transferência de alunos que querem estudar em outro local já foram recebidos pela direção da escola.

As aulas deveriam ter iniciado na segunda-feira da semana passada (7), mas a prefeitura alega que, enquanto as famílias permanecerem no local, não é possível que as crianças fiquem nas salas da escola. A reintegração de posse do local já foi obtida na Justiça e pode ser cumprida a qualquer momento pela Polícia Militar do Paraná. Por conta da situação, a prefeitura havia adiado o início das aulas para esta segunda-feira (14), mas como as famílias continuam no ginásio, a volta das crianças à escola foi mais uma vez adiada, agora prometida para a próxima quarta-feira (16).

Há dois meses morando no ginásio, as famílias reclamam que não têm para onde ir. “A prefeitura até agora está irredutível com a causa dessas famílias. Ficaram de dar uma resposta sobre o que poderia ser feito, durante esses dois meses, mas temos fortes indícios de que não foi movida uma palha para isso”, protesta um dos advogados que acompanha o caso, Chrysantho Figueiredo. A maioria das famílias que permaneceu no ginásio é do próprio município, do bairro Guarituba. Mas famílias de outros municípios da região metropolitana de Curitiba, como Pinhais, e do Rio de Janeiro, que fugiram da enchente em Angra dos Reis, no ano passado, também estiveram no local por algum tempo.

Antes de irem para o colégio, as famílias ocupavam uma área de preservação ambiental no bairro Guarituba, um terreno às margens da rodovia Leopoldo Jacomel, na mesma cidade. Por lá, eram mais numerosos, cerca de 350 pessoas. Após a determinação para a reintegração de posse desse primeiro local, cerca de 50 desabrigados foram encaminhados ao colégio, com autorização do prefeito Gabriel Samaha para ficarem por menos de uma semana. E desde então uma parte das famílias se instalou no local. O prefeito quer que essas famílias sejam incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Habitação, sem furar a fila das pessoas já cadastradas no programa.

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