O que é possível fazer nas redes educacionais?

INSTIGAR - A ideia dos ambientes virtuais de aprendizagem é que o aluno ganhe autonomia. Isso significa colocá-lo para discutir, além de instigar a busca por informações e, assim, fazer com que uns respondam a dúvidas dos outros e mostrem caminhos para aprender.

Agência Estado |

"A dúvida é o primeiro passo para construir o conhecimento", diz Olímpio Nóbrega, professor de química da Escola Nossa Senhora das Graças.

FERRAMENTAS - Cada aluno tem um perfil - como no Orkut - e pode deixar recado para os outros, há fóruns de discussão e é possível bater papo.

IR ALÉM - As hipóteses sugeridas pelos alunos em discussões podem levá-los a aprofundar mais o assunto, fazendo surgir até questões relacionadas a outras matérias. "O papel do professor é ajudá-lo a achar a resposta, mesmo que sejam relacionadas a outras disciplinas", explica a pesquisadora em educação Ana Vilma Tikiboy.

TRABALHOS EM GRUPO

INTERAÇÃO TODO O TEMPO - As redes permitem que os alunos organizem os trabalhos em grupo com maior facilidade para escrever ou modificar com base no que outro estudante já fez, além de permitir contato a qualquer momento com outros alunos e professores participantes da tarefa.

FERRAMENTAS - Os ambientes virtuais de aprendizagem têm ferramentas como fóruns e chats para os alunos discutirem o trabalho, além de ser possível trocar arquivos sem precisar mandá-los por e-mail, por exemplo.

TODO MUNDO PARTICIPA - Se o professor decidir que o trabalho será feito em grupos de, por exemplo, cinco pessoas, alunos de toda a sala, da escola ou até de outras escolas (inclusive internacionais) podem acompanhar os trabalhos uns dos outros, dando pitacos. "O professor pode determinar que os alunos façam relatórios dos trabalhos dos outros. Em rede, é muito mais fácil organizar isso", explica a pesquisadora Fernanda Freire.

AVALIAÇÕES

PROVA ONLINE - É possível ao professor colocar os alunos para fazer provas no ambiente virtual, de testes de múltipla escolha a propor um tema no fórum de discussão em que o aluno precise argumentar sobre um assunto ensinado na disciplina - neste caso, como estão em rede, a atividade pode envolver defender um ponto de vista entre os colegas.

FERRAMENTAS - Muitos ambientes contam, além de fóruns, com sistemas que permitem aplicar testes de múltipla escolha e que já dão a nota automaticamente ao aluno.

Ponto de partida - Outra forma de avaliar os alunos é usar as redes para saber o quanto já sabem a respeito de um determinado assunto. Pelo fórum, o professor pode perguntar, por exemplo, o que é cinética. "A partir daí, se tem a noção do ponto de partida para as aulas, tanto para não ter de ensinar de novo o que já eles sabem como para não avançar muito rápido", diz Ricardo Aguiar, professor de física da Escola Nossa Senhora das Graças.

MEMÓRIA ACADÊMICA

TRABALHOS PRESERVADOS - É possível guardar na rede, desde o ingresso na escola, os trabalhos acadêmicos dos alunos e compartilhar com toda a comunidade. "A escola produz tanto conhecimento, mas normalmente isso se perde. É possível fazer com que os trabalhos dos alunos futuros avancem a partir de onde os antigos pararam", diz a consultora em tecnologia na educação do Colégio Pueri Domus Zilda Kessel.

FERRAMENTAS - Algumas redes permitem a cada aluno ter o histórico de todos os seus trabalhos realizados na escola, inclusive definindo se quer compartilhá-los com outros ou não.

Histórico dos fóruns - As próprias discussões feitas pelos alunos nos fóruns, podem, se mantidas, ajudar novos estudantes a partirem do ponto de onde os antigos pararam. "Quando não apagam os tópicos ao final do ano letivo, vira uma biblioteca coletiva", diz o pesquisador Adriano Costa.

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