O que dizem petistas e tucanos sobre ensino técnico

Os pré-candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) elegem a Educação como prioridade do plano de governo

Gabriela Dobner, Nara Alves e Priscilla Borges |

A expansão do ensino técnico tornou-se meta tanto de Serra quanto de Dilma. Os petistas reclamam que, durante anos, o número de institutos federais de ensino técnico estagnou. Havia uma proibição na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, de ampliar a rede técnica federal. Até 2003, 140 escolas técnicas profissionalizantes funcionavam no País. Após a queda da proibição, em 2005, 214 novos centros foram construídos, o que é comemorado pelo governo Lula. Dilma defende que a ampliação continue. A formação profissional visa atender uma demanda do mercado de trabalho cada vez mais crescente.

Entre os dados que tucanos pretendem destacar estão a expansão de escolas técnicas e de cursos profissionalizantes. Iniciativas que, segundo eles, diminuíram a ociosidade das escolas públicas e contribuíram para aumentar o ingresso de jovens no mercado de trabalho. Boa parte das aulas técnicas é ministrada em turnos noturnos de escolas públicas, em salas que costumavam ficar vazias no período. Dados do próprio governo indicam que 85% dos jovens que passam por escolas técnicas conseguem um emprego ao final do curso. As aulas são dadas nas chamadas Etes (escolas técnicas estaduais) e envolvem um universo de 83 cursos técnicos diferentes - dos tradicionais eletrônica, enfermagem e mecânica até design de móveis e avicultura.

Até o fim deste ano, de acordo com dados da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, terão sido criadas 100 mil novas vagas no ensino técnico e 50 mil para o ensino médio nas Etecs.

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